30
Ago
06

Quantas lentes…

Nesta época de “defeso” fotográfico tenho vindo a tentar descobrir com quantas lentes se “faz” um fotografo. Num mundo ideal todos nós teriamos no nosso saco as lentes que desejamos sem ter que fazer contas à vida mas como (quase) todos vivemos em plena crise há que não só fazer contas mas também racionalizar escolhas. Aqui vão algumas conclusões a que cheguei:
– As lentes fixas ainda são a melhor opção para quem quer a melhor qualidade de imagem, se não se preocupar com o peso transportado e o preço das mesmas.
– Apesar disso já existem no mercado zooms com excelente qualidade, mas os preços ainda são bastante altos, a honrosa excepção é a Canon 70-200/f4 USM, excelente lente com uma relação preço qualidade fora de série. Os zooms de abertura f2,8 são (ainda) demasiado caros, embora a Nikon esteja a fazer um esforço para “democratizar” o seu 70-200/f2,8 AFS G VR IF-ED, com um preço de loja que ronda os 1.900€.
– As lentes mais rápidas (com aberturas de f2 ou inferiores) tendem a dar piores resultados em situações de luz forte pela simples razão de que estão optimizadas para serem utilizadas em situações de fraca luminosidade.
– Como descobrir facilmente se precisa de mais aquela lente super-hiper-grande angular ou a longa-pesadíssima teleobjectiva?
simples: Ponha uma folha de papel pequena na sua mochila e de um lado coloca o título: GRANDE ANGULAR e no outro: TELE. Cada vez que achar que precisava de mais aproximação ou maior aumento coloque um I no lado “tele”. Se não consegue encaixar aquela paisagem ou edifício na sua foto, faltando-lhe “espaço” no visor para caber tudo, coloque um I no lado “G.A.”
Ao fim de umas quantas vezes vai verificar um padrão (após contar os I) e é por aí que passa a sua próxima aquisição, ou pela grande angular ou pela teleobjectiva. Assim adequa as suas compras ás suas necessidades, fácil e barato!

O ideal é arranjar um conjunto de lentes que satisfaça as nossas necessidades, sem sobrecarregar o orçamento e com uma mistura de lentes fixas e zooms. É lógico que a escolha depende do tipo de fotografia que vamos fazer:

Paisagem

As grandes angulares são essenciais para a fotografia de paisagem, é difícil fazer boa fotografia de paisagem sem uma 24/2.8 ou uma 20/2.8, o ideal é ter uma 18/2.8 mas não é uma opção acessível a todos. Assim muitas vezes a opção é recorrer a um zoom 18-35 ou 17-35 que dependendo da abertura máxima pode ser uma solução em conta ou não. Aqui cada um deve fazer a sua escolha em função da sua necessidade de ter uma lente mais ou menos “rápida”, a lente mais rápida é mais polivalente mas muito mais cara, mas se vai fazer fotografia de interiores com pouca luz não tem como fugir a essa lente.
No digital a Nikon resolveu o problema da conversão do CCD com a AFS 12-24/4 G DX que equivale a uma 18-36, mas mesmo com uma abertura constante de f4 a lente custa mais de 1.500€ mas é, neste momento, a única opção para os Nikonistas ferrenhos, para os outros existem opções da Sigma e da Tamron. Fica para outro artigo as razões pelas quais eu prefiro sempre material da própria marca.

Favoritas:
17-35/2.8 AFS ED (filme)
12-24/4 AFS DX (digital) – Esta lente pode ser usada em filme partir dos 18mm.
14/2.8 AFD – Boa lente mas muito cara. Justifica-se no entanto porque numa utilização em digital não perde a “vocação” grande angular (transforma-se numa 21/2,8) mas reconheço que não é para todos.
18/2.8 AFD – Absolutamente necessária para arquitectura e paisagem urbana, permite fotografar fachadas grandes. Preço de arrasar qualquer orçamento. Em digital perde todo o interesse porque se transforma numa 28/2,8.
24/2.8 AFD – Lente espectacular, barata e com uma qualidade de imagem exepcional. Pode ser usada como lente “corrente” para paisagem.

Reportagem

Para reportagem nada como os zooms. É difícil trocar de lente a meio de uma conferência de imprensa e arrisca-se a não trazer a foto ou, pior, levar um empurrão e deixar cair a lente. Aqui os zooms médios e longos fazem todo o sentido, 28-70 / 28-80 / 24-70 e com um 70-200 / 80-200 são o conjunto ideal para este tipo de situações. Em relação à abertura f2.8 impoe-se, pela necessidade constante de mais luz. Em reportagem de exterior a questão da luz não se coloca mas como estes zooms são de excelente qualidade optica podem fazer a diferença entre uma foto aceitável ou uma boa foto (atenção que aqui estamos a levar em consideração aspectos técnicos e não de composição).

Favoritas:
AFS 28-70/2.8
AFS 70-200/2.8 VR G IF-ED
AFS 17-55/2.8 DX (digital)
AFD 28/1.4 – Exepcional mas com um preço (+/- 3.000€) que desmotiva a sua aquisição. Segundo dizem a QI é excelente.
AFD 50/1.4 – Lente extraordinária, com um recorte e definição maravilhosas. Há quem diga que este tipo de lentes são desnecessárias (em virtude do ângulo de visão ser demasiado “normal”) mas pessoalmente acho-a uma maravilha e uso-a constantemente. Em digital passa a ser uma lente de retrato soberba.

Natureza

Como a Natureza e a Paisagem andam ligadas, muito do que se disse para a paisagem se aplica aqui. Como já temos as grandes angulares “arrumadas” vamos ao resto. E o resto é quase o que quisermos, é precisamente nestas duas “disciplinas” que o orçamento do fotografo vai pelo caminho da desgraça!
A fotografia de natureza envolve não só a paisagem mas também pormenores específicos como a fauna e a flora, que embora possam ser retratados de uma forma generalista, ganham muito fotograficamente se forem devidamente tratadas. Assim a especialização na fauna ou na flora depende muito da quantia que se está disposto a pagar, aliás o fotografo de Natureza pode ignorar parcialmente a paisagem e concentrar-se só num dos aspectos referidos.
Para a flora a questão resolve-se facilmente, bastando para isso juntar ao conjunto de lentes que já possui uma lente Macro (capaz de fazer reproduções em tamanho real 1:1) e abre assim a possibilidade de fotografar flores, pormenores e detalhes diversos mas também pequenos insectos e outros pequenos animais. E para muitos acaba por ser suficiente e assim conseguem imagens espectaculares sem um investimento enorme em lentes.
Quem quiser fotografar a fauna (e aqui falamos de animais que precisam de alguma distância para poderem ser fotografados, por questões de segurança ou para não assustar o animal) as escolhas são poucas e dispendiosas.
O mínimo necessário é uma 300/f4 e um tele-conversor 1.4x e mesmo assim estamos a falar de cerca de 2.700€. Mas para fotografar pássaros, por exemplo, é necessário uma 500/4 + TC e se é por aqui que passa a sua paixão diga adeus a cerca de 10.000€. Só a 400/2.8 custa 11.000€ e a 300/2.8 custa 6.700€. O zoom próprio para este tipo de fotografia, o AFS 200-400/4 VR custa 8.000€. O meu conselho: poupe para a 300/4. Racionalmente o amador fica melhor servido com a 300/4 do que com a 300/2.8, aliás o amador tem neste momento melhor solução: comprar um zoom 70-200/2.8 VR G IF-ED e se o colocar numa máquina digital nikon fica com uma 105-300/2.8 pelo preço da 300/4. Os tele conversores vêm trazer à cena mais uma variável, o “desaparecimento” de 1, 1.5 ou 2 stop’s na lente que utilizamos, em algumas lentes perdemos a capacidade de usar o auto-focus, por isso a compra de um TC tem que ser abordada com calma e a prever já futuros investimentos em lentes para que a lente que vai adquirir mais tarde não seja incompatível com o TC. E a questão da perda de QI quando usa o TC também tem que ser considerada, por isso deve escolher lentes com boa QI para lhe poder juntar um TC.

Favoritas:
85/1.8 AFD – Pequena teleobjectiva que sem ser excepcional é muito boa e com uma QI espantosa. Ideal para retratos e primeiros planos curtos, está melhor adaptada a situações de luz fraca.
105/2.8 AFS G VR IF-ED – As minhas primeiras impressões sobre esta lente são francamente boas, tem uma QI soberba!
180/2.8 AFD IF-ED – Um clássico da Nikon! A precisar urgentemente de um “face-lift”, ainda assim é uma lente espantosa, com uma QI fora de série, com contraste e nitidez ao nível do melhor que a Nikon faz.
70-200/2.8 AFS G VR IF-ED – Zoom recente que incorpora todas as tecnologias recentes – VR e AFS – da Nikon. Ergonomia fora de série e pela experiência que tive com um zoom destes a focagem e a QI são estrondosas, com uma qualidade a toda a prova. Foi a lente que me fez repensar todas as minhas “ideias feitas” sobre os zooms.
300/4 AFS – Uma senhora teleobjectiva! Já é pesada para ser utilizada à “mão”, agradeçe a utilização de um tripé e de uma rótula em condições. Tem, no entanto um problema com o colar de fixação ao tripé, que vibra facilmente. Aconselho que experimentem se a comprarem porque a Nikon alterou ligeiramente o suporte e o problema foi minimizado mas não eliminado.
Tele Conversor 1.4x
Tele Conversor 1.7x

Notas finais
A fotografia de natureza e paisagem é a minha paixão, com algumas incursões na reportagem de autor, por isso deixo-vos aqui 3 kits de lentes para todos os orçamentos, com as lentes que na minha opinião têm a melhor relação preço qualidade. Todos os kits estão optimizados e pensados para uma utilização mista digital/filme, para abranger o maior número de utilizações possíveis.

Conjunto de topo:
14/2,8
12-24/4
24/2,8
50/1,4
85/1,8
105/2,8 Macro
180/2,8
300/4
70-200/2,8

Conjunto médio:
12-24/4
50/1,4
85/1,8
105/2,8 Macro
70-200/2,8
300/4

Conjunto básico:
12-24/4
85/1,8
105/2,8 Macro
180/2,8

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20 Responses to “Quantas lentes…”


  1. 1 mario silveira
    Fevereiro 24, 2007 às 8:29 pm

    Gostei muito deste artigo e das óptimas sugestões sobre que lentes usar e para várias bolsas. É um tema sempre actual. Não sei se posso divulgar esta página no forumfotografia.net, no qual sou moderador, pois seria uma mais valia para todos os que frequentam aquele fórum e que estão sempre a colocar questões sobre que lentes adquirir/usar (incluindo eu próprio). A ideia seria abrir em “Objectivas/Lentes e Filtros” do Fórum um tópico com o link desta página.

    Antecipadamente grato pela resposta,

    Mário Silveira

  2. Fevereiro 24, 2007 às 11:39 pm

    Está à vontade para usar o link para esta página. A página serve esse propósito, ajudar na selecção, nem sempre fácil, das lentes adequadas a cada tipo de fotografia.

  3. 3 Paulo Mota
    Janeiro 25, 2008 às 11:44 pm

    Boas, agradeço desde já atenção ao meu Email, ajudou bastante o que li referente a “QUANTAS LENTES…”. Comprei recentemente a Nikon D80 com o kit 18-135 e gostaria de saber a sua opinião baseado na sua experiencia sobre a Lente 105/2,8 Macro, tenho necessidade de tirar fotografias macro para fazer cartazes para o supermercado mas também utilizo a D80 no exterior para fotos pessoais, gostaria de saber se ao comprar a 105/2.8 ficarei bem servido na qualidade das fotos tiradas no exterior com bastante luz. Obrigado.

  4. Janeiro 26, 2008 às 1:47 pm

    Paulo, eu tenho a AF-S VR Micro-Nikkor 105mm f/2.8G IF-ED. É uma excelente lente macro e uma lente polivalente, é neste momento uma das lentes que anda sempre dentro da mochila. Não está tanto à vontade em paisagens focada no infinito como em macro ou retratos, por isso se a vai usar nestas duas últimas situações é a lente ideal para si. Somado a isto tem o VR que funciona muito bem e já o revestimento de nanocristais optimizado para o digital. O preço na Colorfoto ronda os 895€.

    Um abraço

  5. Março 21, 2008 às 2:53 pm

    Parabéns pelo artigo, sou fotógrafo há bastante tempo e já li muita coisa sobre as lentes ideais. Mas neste artigo resolvi minhas dúvidas com simplicidade e objetividade .
    Parabéns mais uma vez.

  6. Julho 13, 2008 às 6:48 am

    Gostei muito do seu artigo. Teoricamente subscrevo as suas escolhas, pois não tenho esse arsenal todo de material Nikon! Gostaria só de dizer aos Nikonistas a sério e sem saldo bancário (máquinas objectivas) que temos sempre a oportunidade de montar as objectivas AIS e AF normais nas máquinas (D80 para AF, a partir da D200 para todas as objectivas). Não sei porquê, mas ultimamente há muita gente a desfazer-se de objectivas AIS e AF normais sabe Deus porque razão. Há pouco tempo chegou uma 180/2,8 AIS à minha familia Nikoniana. Custou tanto como a Coolpix mais barata da gama. Tirando a focagem manual, que é um prazer, sem folgas, duma suavidade espantosa, dá resultados superlativos no digital.

    Fica a aqui a minha sugestão, poupar uns euros valentes e dar um novo uso a essas joias da optica!

  7. Julho 13, 2008 às 5:23 pm

    Paulo,

    Eu não tenho por hábito desfazer-me de lentes AF antigas mas no entanto reconheço que na transição de lentes AF vulgares que tinha procurei comprar lentes AFD, apenas conservei uma lente 28/2.8 AF que me parece que envelheceu bem. Comprar hoje uma lente manual pode parecer anacrónico mas para quem não precisa da rapidez do AF – paisagem por exemplo – tem aí várias hipóteses por onde escolher. Eu pessoalmente opto por lentes AF mas por uma razão: vejo mal ao longe, e daí usar óculos, e dou-me mal com a focagem manual mas reconheço que são lentes óptimas, com bom controlo de cor e aberrações e excelente maneabilidade. São uma excelente escolha, obrigado pelo seu conselho.

  8. 8 Paulo Moreira
    Julho 16, 2008 às 9:59 am

    Mário,

    Não o tinha a si em mente quando falei nas objectivas manuais. Cada um sabe de si, e nem toda a gente pode utilizar as velharias. Penso que é o meu amor pelas máquinas antigas e o grande prazer que sempre me deram a fotografar que me empurram para as objectivas AIS ou AF antigas. Como eu sou um fotografo despreocupado, não tenho que vender as fotos, não tenho que fotografar sobre encomenda, posso me dar ao prazer da descoberta, de brincar, errar com as reliquías. Tenho sorte de ainda conseguir focar manualmente, embora uma das coisas que lamente tenha sido o desaparecimento do estigmometro ou o circulo de microprismas com o advento do autofocus. É muito bom dispôr de 51 pontos de focagem mas apenas um ponto preto no LCD para a confirmação manual! Boas fotos e bem haja!

  9. Julho 16, 2008 às 12:11 pm

    Paulo,

    Eu percebi o seu ponto de vista e não pensei que era a mim que se dirigia. Eu ainda tentei adquirir lentes manuais – e tenho uma vontade de comprar uma ou duas Zeiss para Nikon – mas não me adaptei de imediato. Era uma opção no tempo do filme, sobretudo em grandes angulares, que eu estudei. E as novas Zeiss têm uma qualidade óptica e de construção muito boas, superiores a muitas lentes autofoco. Hoje em dia a focagem manual é relegada para segundo plano e as máquinas novas não estão bem preparadas para auxilar o fotógrafo a fazer uma focagem precisa e a focagem manual com lentes autofoco é quase para esquecer, os aneis de focagem são tão sensíveis que é quase impossível conseguir fixar o foco.

    Um abraço e volte sempre Paulo. Boas fotos.

  10. 10 Paulo Moreira
    Julho 16, 2008 às 4:15 pm

    Mario,

    Já agora, na sua lista menciona o 12-24 da Nikon. É uma objectiva que me interessa, pois para o digital estou mais que coberto com objectivas Nikon acima de 18mm. Hesito porque não sou grande amante de zooms, embora tire o chapeu todos os zooms que possuo da Nikon e só são os mais “reles” do tempo do 24×36, dão excelentes resultados com a minha D300. No entanto, confesso que me sinto atraído pelo 12-24, primeiro pelas distâncias focais, segundo porque começo a ficar velho para andar com a tralha atrás e ainda por cima tenho a mania da moto. Sigma, por quem nutro um desprezo muito particular está fora de questão, não tenho nada contra a Tokina, mas também não se me ocorre nada a favor e muito francamente, da-me voltas ao estômago comprar uma objectiva da concorrência. Da sua experiência, o 12-24 da Nikon é de confiança? Note que não sou um freak da técnica, da definição, não sou amante das grandes aberturas, por isso, as performances a F4 pouco me dizem.
    É do nível do 18/70? Se me pudesse dar umas pistas, agradecia!

  11. Julho 16, 2008 às 6:07 pm

    Paulo,

    Eu tenho uma 12-24/f4 e uso-a para paisagens. Dito isto se usar um tripé ou se a usar à mão mas de forma estável e usar as aberturas a partir de f5.6 tem lente. Se a técnica for um pouco ‘descuidada’ os cantos sofrem imenso mas de resto é uma boa lente.

    (um exemplo: http://www.flickr.com/photos/mariovendanova/1287910493/in/set-72157601546607290/)

    alente é pequena, usa filtros (77mm), pesa pouco e é compacta o suficiente. De facto beneficia muito se a tiver bem estável e se fugir à abertura f4. Não sou particularmente fã de zooms mas esta lente parece-me equilibrada entre performance, peso e preço.
    Eu neste momento equacionava também a 14-24/f2.8 a pensar num futuro full-frame e o preço das duas lentes não é muito diferente. A desvantagem óbvia da 14-24/f2.8 é o facto de não poder usar filtros, o que para mim é uma desvantagem mas de resto é um alente muito superior à 14-24/f4 Dx e é compatível com os dois formatos de sensores e na sua D300 transforma-se numa 21-36/f2.8 com um ângulo muito razoável para paisagem.

    um abraço.

  12. 12 Paulo Moreira
    Julho 17, 2008 às 2:20 pm

    Obrigado Mário! Não quero o 12-24 para paisagem, pois é um tema que pouco me diz, sou uma nulidade completa! Gosto muito de fotografar cenas de rua e sinto a falta das minhas “20’s” e 14mm. O 14-24 está fora de questão, não me tenciono converter ao 24×36 Nikon a curto prazo e quando o fizer tenho as minhas “lindas” grandes angulares prontas para voltar a entrar em acção! De qualquer maneira, não me parece que eu consiga arranjar um 14-24 por 400 Euros, que é quanto me custará o 12-24 Nikkor. Para além disso, essa objectiva só viria a agravar o único defeito que encontro na D300, o peso e o volume! Sei que sou um saudosista, mas onde para o equivalente digital da minha Contax T, Nikon 28 Ti e Cª? Será que temos sempre de gramar com Sigma e os seus produtos mal concebidos e mal fabricados?

  13. Julho 17, 2008 às 5:34 pm

    Paulo,

    se a 14-24/f2.8 está fora de questão então a única solução parece-me a 12-24/f4 DX. É engraçado mas eu nunca gostei das lentes da concorrência e sempre preferi as lentyes Nikon originais, acho difícil alguma marca conhecer o sistema Nikon da mesma forma que a Nikon o conhece, além disso são de qualidade óptica e de construção inferior e não resistem tão bem à passagem do tempo.

    Um abraço.

  14. Julho 17, 2008 às 6:31 pm

    Meus parabens pelo teu artigo . Estah bem escrito e bem objetivo. Neste sabado passado, 11;07 , me assaltaram aqui em Fortaleza-Ce a mao armada e levaram todo meu equipameto. D300 Nikon 80-200 2.8 Sigma 15-30 3.5~5.6 sigma 24-105 2.~5.6 sigma 8 f4 . O interessante eh que a maioria de minhas fotos foram feitas com a 15-30 , ou seja , a lente que mais me agradou. Para repor ja comprei outra D300 pois desde 1990 sou aficcionado pela marca e vou ficar com somente mais duas lentes sigma(não tenho como repor nikon pelo alto custo e falta de R$) 24-70 2.8 e 70-200 2.8.

  15. 15 Paulo Moreira
    Julho 18, 2008 às 10:31 am

    Mário,

    Já somos 2 a não gostar de objectivas da concorrência! No entanto tenho de confessar que possuo uma Sigma na minha colecção (pois, oh vil traição!). Tenho a 14/3,5 AF, primeiro porque me custou 70 euros em Londres, numa feira da ladra. Comprei-a porque pensei que mesmo com imensa distorção, seria interessante para efeitos menos usuais. O plano não correu lá muito bem (nem com as coisas más tenho sorte!!!) porque esta Sigma 14/3,5 tem uma distorção reduzidíssima (muito menos do que a 20mm da Nikon) e acabou com esse plano! Foi uma surpresa para mim, mas não altera em nada o que penso da marca, posso ter comprado uma sucata e ter saído uma pérola, mas os defeitos são sempre os mesmos, mal construida, desagradável de manipular e sem resistência alguma ao “flare”. Dito isto, eu nikonista convicto, sou obrigado a confessar que para mim, de todas as (14) objectivas Nikon que tenho, a 20/2,8 AFD é de longe a pior compra que jamais fiz, posso ter tido azar, mas até a minha Zenitar 20/3,5 de rosca a bate aos pontos e sem se esforçar, distorce, mas ao menos tem definição nos cantos, coisa que a Nikkor não têm. Enfim, um deslize, mas não o suficiente para me afastar da marca!

  16. Julho 21, 2008 às 1:37 pm

    “(…) de todas as (14) objectivas Nikon que tenho (…)”

    Paulo, eu pensava que tinha uma boa colecção de lentes mas a sua é de facto extensa! A Nikon sempre foi muito boa a construir lentes de elevada qualidade mas a preços astronómicos, aliás acho que a Nikon merece o título de “Leica do autofoco” tal é o preço das lentes em comparação com a Canon :) Mas a construção é muito boa e a qualidade óptica idem. Eu comprei uma 24/2.8 da Sigma em finais dos anos 90 e passado dois anos já estava cheia de fungos e o auto foco tinha a rapidez de um caracol. Tenho uma 28/2.8 AF da Nikon que comprei em 1993 que se mantém impecável até hoje…

  17. 17 José Pinheiro Correia
    Agosto 14, 2008 às 11:26 pm

    Mário Venda Nova

    Tocou aí num problema que me afligiu durante anos nas minhas objectivas analógicas (Rollei 6×6 c/ Zeiss Planar,Nikons e Leicas) – os fungos.Tive que mandar a técnicos para a limpeza,o que me desagradava.As lentes eram mexidas e sentia-me sempre com o complexo de nunca mais ficar como dantes…

    O martírio dos fungos existiu comigo durante anos.Um dia encontrei em Lisboa um fotógrafo profissional e falando eu no assunto dos fungos,disse-me:pretende resolver esse problema? É simples! Não deixe as lentes dentro de caixas,gavetas,estojos,etc..Coloque as ditas debaixo de uma pequena luz fluorescente,ou outra económica com as objectivas voltadas para a luz.

    Assim fiz. Arranjei uma caixa de papelão,grande e baixa.Coloquei as objectivas lá dentro com a tal iluminação a um metro de altura e,meus amigos,já lá vão muitos anos e nunca mais tive fungos nas minhas Leicas e Companhia,Lda….. Bendita informação daquele desconhecido fotógrafo.Truque que eu não sabia na minha santa ignorância…

    Saudações cordiais

    (José Pnheiro Correia)

  18. Agosto 15, 2008 às 11:48 am

    José, obrigado por partilhar essa informação connosco! Esse é um problema que aflige muita gente e de facto a solução é muito fácil de implementar.
    Mais uma vez obrigado pela informação.

    Um abraço.

  19. 19 José Pinheiro Correia
    Agosto 15, 2008 às 9:57 pm

    Caro MÁRIO VENDA NOVA

    O truque para evitar fungos, analisando bem,é o mesmo princípio da “Casa fechada,sem moradores meses ou anos”. A casa está fechada, está escura, não circula ar e desenvolvem-se bolores. Ora eu,e possivelmente muita gente, temos a tendência para esconder, fechar bem as máquinas ou objectivas, não é assim? Os resultados são os que sabemos: bolores, quando abrimos o diafragma ao máximo contra a luz.

    Já tenho várias câmaras digitais e, claro, foram logo para debaixo da luz. Remédio santo… Estou convencido que a maioria dos técnicos devem conhecer esta “mézinha” e não a dão a conhecer. Compreende-se, temos que ser tolerantes. Teriam depois a tal “estória” da carraça que, depois de arrancada, deixou de equilibrar o orçamento familiar do médico…

    Um cordial abraço

    J.P.C

  20. 20 J.Pinheiro Correia
    Agosto 18, 2008 às 9:27 pm

    Carissimo Mário Venda Nova

    Desculpe vir importunar e tomar-lhe tempo.

    Como já constatei que é um “expert” em objectivas, tomo a liberdade de lhe pedir o favor de me ajudar, no seguinte:

    1 – Tenho duas câmaras analógicas reflex da Leica,com diversas objectivas,também Leica,claro.Com um adaptador, se os houver nesses fornecedores da NET (têm tudo….) podê-las-ei utilizar em corpos digitais que possuo (NIKON D80 e OLYMPUS E-500) ?

    2 – Possuo diversas objectivas analógicas fixas da NIKON (f/ i.4 e 2.8). Se as utilizar no corpo digital D80 (em manual,claro) acha que os resultados, na qualidade de imagem, serão superiores às lentes digitais que acompanham aquela câmara?

    Desculpe este abuso numa altura destas, isto é, do bronze…Naturalmente é capaz de estar de férias aqui no Algarve, onde moro, quem sabe?

    Um abraço

    J.P.C


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