24
Set
06

Branda da Aveleira

A Branda da Aveleira é uma aldeia, recentemente recuperada para o turismo. A função anterior era a de albergar os pastores enquanto o gado pastava nos prados circundantes.
Se forem encaradas como abrigos de montanha, despidos de grande conforto, podem permitir uma estadia perto do Parque Peneda-Gerês e assim dar acesso ao fotógrafo de natureza a zonas de grandes paisagens e a uma fauna e flora variada. As casas não possuem aquecimento central, mas têm lareira, nem televisão nem telefone; são muito simples e rústicas. Há perto um restaurante mas pelo que me apercebi só funciona aos fins-de-semana.

Como chegar até lá:

O melhor é apanhar a A3 e seguir até Valença, sair nessa saída (logo após as portagens) e seguir em direcção a Melgaço. Ao entrar nesta cidade contorna as 2 rotundas e a seguir encontra um cruzamento com indicação “Castro Laboreiro” e vire nessa direcção. Segue nesta estrada até encontrar uma placa que indica a entrada da Porta de Lamas de Mouro, do PNPG, e tome atenção pois logo a seguir encontra do seu lado direito um café e as placas que indicam a direcção da Porta e da Branda da Aveleira e vire na estrada e siga à direita (se fôr em frente encontra passado +/- 1 Km a Porta de Lamas de Mouro). No próximo cruzamento siga novamente à direita, na direcção da placa “Branda da Aveleira”. vai encontrar passados alguns quilómetros de paisagem de cortar a respiração, um outro cruzamento com um campo de futebol à sua direita (atenção que aqui nem sempre a placa está visível) e vire novamente à direita. Siga mais uns poucos quilómetros e vai encontrar à sua esquerda uma placa que diz “Srª da Guia”, vire aí. Siga pela estrada de empedrado (em relativo mau estado), passe o santuário e siga pela estrada, no fim desta vai encontrar a aldeia.

O que pode fazer

Para começar, descansar. Depois é pegar na máquina e respectivas lentes e começar a percorrer os caminhos da serra (a pé e de carro, se tiver um todo-o-terreno melhor). Lembra-se da estrada que percorreu e que tinha uma paisagem de cortar a respiração? Pois ao fim do dia, munido do tripé e algum material fotgráfico pode entreter-se aí durante um bom par de horas e trazer excelentes fotografias. Mas não se fique por aí! Dirija-se à entrada do PNPG de Lamas de Mouro e compre uns guias e peça informações, vai ver que lhas dão graciosamente e assim fica na posse de muita e boa informação sobre os sítios mais espectaculares da zona para fotografar. Já agora peça os pequenos guias da ADERE e faça esses passeios a pé, sobretudo o “pertinho do céu”, vai ver que oportunidades fotográficas não lhe vão faltar.

O que levar:

Bom calçado, próprio para caminhada em montanha, roupa confortável e que não prenda os movimentos (e que inevitávelmente se vai sujar toda, acredite). 1 ou 2 máquinas fotograficas, uma boa lente grande angular ou um zoom (14/2,8, 18/2,8, 18-35/2,8 ou 12-24/4), cartões de memória e um disco rígido onde possa no fim do dia descarregar os cartões já cheios, filmes a preto-e-branco (sim, rolos de filme, a zona presta-se a um trabalho idêntico ao do grande Ansel Adams), uma boa objectiva Macro, um bom zoom 70-200/2,8 ou 80-200/2,8 e um teleconversor 1,4x ou 1,7x, um excelente tripé (Manfrotto ou Gitzo), mochila para transportar tudo e já agora um pequeno banco desdobrável como os que os caçadores usam, dá jeito enquanto espera pela melhor luz ou por algum animal mais “difícil”.

Fauna, Flora e Paisagem:

Animais:
Uma diversidade enorme de anfíbios e répteis (entre os quais as famosas víboras do Gêres). Os famosos garranos semi-selvagens, a raça de gado Barrosã tão característica desta zona. Javalis, coelhos e raposas. Aves variadas desde os pardais ás aves de rapina, que felizmente já se vão vendo com relativa facilidade.
Flora:
Carvalhos, Castanheiros, Teixos, Pinheiros e nesta zona, muito mato arbustivo rasteiro. Um sem número de flores selvagens, muito bonitas, entre das quais a Orquídea-brava, a Genciana, a Urze, a Arnica e nas turfeiras podem encontrar a Orvalhinha que é uma planta carnívora.
Paisagem:
Constituída sobretudo por maciços granitícos, com vales profundos em V pronunciado. Zona de planaltos de mato rasteiro e cumes arredondados. Várias turfeiras, um habitat muito particular e bastante frágil, pelo que deve obter junto do PNPG a sua localização e cuidados a observar para os fotografar.

Algumas indicações úteis

Só existe acesso à rede Optimus, dentro da aldeia. Respeites as indicações do PNPG, não destrua a vegetação, não deixe lixo para trás, recolha apenas fotografias e deixe apenas pegadas. A melhor altura do ano para visitar esta zona é o início da Primavera e/ou Outono.
Para qualquer dúvida pode contactar-me pelo Email indicado.
Pode ver algumas das fotografias que capturei nesta zona, na minha primeira estadia lá. Estão nas minhas galerias.
Quem desejar o conforto de um hotel mas sem prescindir de estar no coração desta zona do PNPG pode tentar o Hotel da Peneda.

Links úteis:
Branda da Aveleira
Porta de Lamas de Mouro
ADERE
Hotel da Peneda

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