18
Dez
06

A minha primeira câmara.

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Esta é a máquina que despertou em mim o prazer de fotografar. Foi um presente de um tio que trabalha na Alemanha (na altura ainda RDA e RFA), que na altura trouxe várias para oferecer, graças a deus sobrou uma para mim.
A máquina é extraordináriamente simples e robusta, era aliás uma máquina para o povo, construída na RDA com o propósito de em cada casa haver uma máquina fotográfica. Como o poder de compra era baixo a máquina tinha que satisfazer duas permissas: ser barata e não precisar de manutenção. Este modelo particular é de 1983/85 e só precisa de uma pilha para o fotómetro, todo o resto do mecanismo da máquina funciona mecanicamente. Se ficar sem bateria no meio de nenhures o que faz? Segue a regra sunny 16: para um dia sem nuvens pode fotografar um objecto de tonalidade média a f16 e a velocidade de obturação a 1/ISO. Numa máquina último grito tecnológico e digital isto é pura utopia.
A máquina vinha equipada com uma lente de 50/f2.8 mas na minha está uma lente, também Pentagon, grande-angular de 29/f2.8, que consegui encontrar em segunda mão e practicamente nova. Em termos económicos esta máquinas valem, neste momento, pouco mais de 60€, mas é raro encontrar alguma à venda, o que é de admirar sobretudo se pensarmos que foram produzidas cerca de 520.000!
A reputação de robustez desta máquina é legendária e existem na internet grandes aficionados, como Ferdi’s den Broeder e Mike’s Praktica Collection. A marca Praktica ainda existe mas com um catálogo muito especializado e reduzido.
Escusado será dizer que ainda uso a minha, sobretudo em reportagem de rua, onde passa practicamente despercebida, apesar da focagem (manual) ser complicada em virtude de usar óculos.


2 Responses to “A minha primeira câmara.”


  1. Dezembro 22, 2006 às 12:06 pm

    Foi a máquina com que aprendi a fotografar e com a qual fiz a maior parte dos meus trabalhos a P&B. Um deles valeu-me um primeiro prémio num concurso. Com o dinheiro do prémio comprei material de laboratório de revelação P&B, um ampliador e – ironicamente – uma Nikon F-601 (que não é grande coisa).

    Agora, e por causa do teu artigo, fiquei com saudades de voltar a pegar nela. Obrigado pela nostalgia. ;)

    A lente que traz de origem não é nem má nem boa. Serve para trabalho P&B. Uma máquina mais do coração que da razão…

    José Duarte

  2. Dezembro 23, 2006 às 11:54 am

    Caro José Carlos, obrigado pelo seu comentário. Também tenho uma F-601 mas ao contrário de si considero-a uma boa máquina de gama média. Ainda hoje a utilizo para trabalhos com o Fuji Sensia 100.
    Em relação à lente da Praktica, prefiro a 29/2.8 que mostro, que grande lente!

    Bom Natal!


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