24
Abr
07

Interview with Charles Peterson.

Charles Peterson is well known photographer, specially for his photographs of rock stars and music shows. However he has done a lot of different works, commercial, editorial and travel, and much more. I like his sense of space and composition and the way he portraits the raw and visceral power of rock music and shows.

How do you started taking photographs and why?

I became fascinated with photography via another family member, an uncle twice my age (I was seven he fourteen). I was mesmerized by the process, and
spent countless hours with him in my grandmother’s laundry room watching prints come to life in the chemistry trays.

In your opinion, what makes a good photo?

To me it’s about composition. The subject can be amazing and the lighting perfect, but if the photographer blows the composition then the photograph is dead. It merely becomes representational at that point.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

Oh, I don’t know. Usually it’s something I’m fascinated with or want to take of it’s usual context and make a photograph (see answer above). I work well with assignment (client or self assigned) as it helps narrow my attention.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

I usually just let it happen. Different end results may come of them – a book, a show, stock, but sometimes maybe not for decades. I believe wholeheartedly in the “aging” process of images much as one might cellar a wine. And I may not be able to afford or get to a subject as often as i’d like so I return when I can and that may be months or years. And it’s fascinating to see the changes that have occured – both with the subject but also with me as a person and in my skills as a photographer.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth to show in your portfolio?

Usually my portfolio images are different from the ones the client might choose for their purposes. My choices might be a bit more ambiguous, the composition more daring, or a different aspect of the story.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

Initially Gary Winongrand for his loose style and ability to “accidentally” compose. More recently, as I shoot more medium format, Werner Bischof and Larry Fink are photographers whose style I look towards. Salgado is also inspiration.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

Well, for better and worse in my opinion. It has made us more impatient, but that is generally as a society at whole, and cannot be blamed solely on digital imaging – it’s just one of the symptoms. I no longer work in the darkroom, which is nice, as I seriously think the chemistry was affecting my health. I prefer the look of film, but the ease of digital is sometimes a godsend. I hope both can co-exist in my life and suit different purposes.

C_Peterson_EV01
Eddie Vedder, San Sebastian, Spain, 1996 © Charles Peterson.

Charles Peterson website.

~pt~

Charles Peterson é um conhecido fotógrafo, especialmente pelas suas fotografias de celebridades rock e de concertos rock. No entanto Charles Peterson fez outros tipos de trabalho, geralmente encomendas, na área da publicidade e viagens. Gosto da sensação de espaço que transmite e da composição mas gosto particularmente da maneira como transmite a força nua e crua do rock e dos concertos.

Como começou a fotografar e porquê?

Fiquei fascinado pela fotografia graças a um familiar, um tio com o dobro da minha idade (eu tinha sete anos e ele quatorze). Fiquei hipnotizado pelos processos e ficava horas a fio com ele na lavandaria da minha avó a ver as impressões a aparecer na tinas de revelação.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Para mim é a composição. O tema pode ser espantoso e a luz perfeita mas se o fotógrafo falhar a composição então fotografia está ‘morta’. Assim apenas se torna uma representação.

O que que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Oh, não sei. Habitualmente é algo que me fascina ou eu quero retirar do seu contexto habitual e fazer uma fotografia (vejam a resposta acima). Eu trabalho bem com encomendas (dos clientes ou próprias) porque me ajuda a focar a minha atenção.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Habitualmente deixo-me levar. Podem surgir resultados diferentes – um livro, um show, bancos de imagens, mas às vezes nada acontece durante décadas. Eu acredito do fundo do coração no processo de maturação das imagens tal como o vinho. Eu posso não ter hipoteses de regressar a um tema ou o mesmo pode não estar acessível e regresso quando tenho essa possibilidade e podem passar meses ou anos. E é fascinante ver as alterações que ocorreram – quer no tema quer comigo enquanto pessoa e nas minhas habilidades como fotógrafo.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Habitualmente o meu portfolio tem imagens que podem ser diferentes daquelas que os meus clientes escolhem. As minhas escolhas podem ser mais ambíguas, a composição mais radical ou uma abordagem diferente da história.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Gary Winogrand inicialmente pelo seu estilo solto e a habilidade de compor ‘acidentalmente’. Mais recentemente, e porque uso mais o médio-formato, Werner Bischoff e Larry fink são fotógrafos cujo estilo eu aprecio. Salgado é também uma inspiração.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Na minha opinião para o melhor e para o pior. Fez-nos mais impacientes, mas isso também acontece na sociedade em geral, e não é unicamente culpa da tecnologia digital – é apenas um dos sintomas. Já não trabalho mais na câmara escura, o que é bom, porque penso que a química me estava a afectar seriamente a saúde. Eu prefiro o ‘look’ do filme, mas a facilidade do digital é uma dádiva dos deuses. Espero que ambos possam co-existir na minha vida e adaptá-los a temas diferentes.


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