01
Maio
07

Interview with Susan Bowen.

Susan Bowen has a passion for New York. Her work is all about urban life and motion. She’s driven by the big city rush, colors and movement, and creates a new perspective to the world that surround us. She works with a plastic ‘holga’ and creates her panoramic photos by juxtaposing images, creating a long and powerful new one.

How do you started taking photographs and why?

I originally studied photography in college (in the 70’s); I took it up again in 2002 in part as a reaction to 9-11 (I live in New York) and to a personal loss the year before. Both those events made me aware how short and fragile life is and that it was time to get back to making art.

In your opinion, what makes a good photo?

I am also trained in design and having a strong composition is always important. A good photo should also move you in some way though you may not always be able to articulate why.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

Well, light is always involved…. if the light ain’t interesting, you haven’t got a photo. In dealing with humans, gesture is the main thing to me. In my crowd scenes, the energy and movement of the crowd is what I’m shooting. In my industrial abstracts, shapes, color, monumental forms are what draw me; a sculptural quality. And in the unusual way I work, if the subject doesn’t offer enough interest (to me) to inspire at least a half a roll’s worth of images, I pass it by. These days I make no single image photographs.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

I wish I were more disciplined about shooting; it is usually event driven for me…. a parade is happening tomorrow or I’m applying for a public art project in the Midwest, so go out there to shoot. I may have a topic in mind that I am shooting, but I remain open to whatever I find. I love road trips where I’m just roaming around looking for whatever catches my eye.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth to show in your portfolio?

There is no easy way to contact print my images and a lot of work goes into them just in the process of evaluating what I came home with. I’ve determined over time that the best way for me to work is to just go ahead and do high resolution scans of all my rolls right off the bat, so that all that work I do to even out the tonality, etc. in my evaluation process doesn’t need to be duplicated. I use a big flatbed scanner and scan 1/2 roll at once, requiring only one splice. So I’m evaluating a whole roll of overlapping exposures and deciding where on the roll the interesting action is taking place. Sometimes I will cut out areas, sometimes the whole roll is good. So in a way I’m acting more like a movie film editor than just picking what images I like. Things I’m looking for… rich color, movement, changes in perspective, changes in point of view, good composition, interesting detail, surprising juxtapositions.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

I liked Jerry Uelsmann in college, Robert Frank, Gary Winogrand, Bruce Gilden. Abstract expressionist painters actually move me the most.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

So many means are available now to perfect the image you are working on, and one can certainly be more expressive in how you render an image. Since one can no longer totally trust the “truth” of a photographic image, the focus is I guess more on the artistic merits.

oeds 1
Sauk Rapids 2006 © Susan Bowen

Susan Bowen website.

~pt~

Susan bowen tem uma paixão por Nova Iorque. O seu trabalho é centrado na vida e movimento urbano. A sua inspiração é a urgência urbana, cores e movimento e cria uma nova perspectiva do mundo que nos rodeia através das suas fotos. Trabalha com uma ‘holga’ de plástico e cria as suas fotos panorámicas criando sobreposições e criando assim uma imagem nova, longa e poderosa.

Como começou a fotografar e porquê?

Estudei fotografia na escola (nos anos 70) e retomei novamente em 2002, em parte como resposta ao 11 de Setembro (eu vivo em Nova Iorque) e a uma perda pessoal no ano anterior. Esses dois eventos fizeram-me perceber o quanto a vida é curta e frágil, então foi a hora de recomeçar a fazer arte.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Também tenho formação em design e uma composição forte é sempre importante. Uma boa foto é capaz de nos ‘tocar’ de alguma maneira embora não sejamos capazes de apontar a razão porquê.

O que que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Bem, a luz é sempre importante…se a luz não é interessante então não tens uma boa foto. No contacto com os humanos a intenção do gesto é a coisa mais importante para mim. Nas minhas fotografias de multidões, a energia e o movimento da multidão é o que procuro. Nas fotografias abstractas o que procuro é a geometria, a cor e as formas monumentais; uma certa qualidade escultural. E da maneira fora do comum como trabalho se um tema não me inspira o suficiente para tirar meio rolo de fotografias então passo à frente. Hoje em dia deixei de tirar fotografias com uma só imagem.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Gostava de ter uma disciplina mais rigorosa; geralmente há um evento ou uma inscrição num projecto que me faz sair até lá e fotografar. Posso ter uma ideia do que vou fazer mas maantenho sempre o espiríto aberto ao que vou encontrar. Adoro as viagens em que ando a percorrer quilómetros à espera do que vou encontrar.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Não é fácil fazer uma prova de contacto do meu trabalho e grande parte do trabalho vai para o processo de avaliar o que trouxe para casa. Já cheguei à conclusão de que a melhor maneira para eu trabalhar é fazer digitalizações de alta resolução dos meus negativos e assim o trabalho de fazer pequenas correcções de tonalidade, etc. não precisa de ser duplicado. Uso um grande scanner plano e digitalizo 1/2 rolo de cada vez. Avalio um rolo inteiro de multiplas exposições e decido onde está a melhor parte. Às vezes corto algumas áreas, às vezes o rolo inteiro está bom. Acho que o meu trabalho se assemelha mais a um editor de imagem do que escolher as imagens que gosto. Coisas que procuro…cores fortes, movimento, mudanças de perspectiva, mudanças no ângulo de tomada, boa composição, detalhes interessantes e justaposições interessantes.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Na escola os meus favoritos eram Jerry Uelsmann, Robert Frank, Gary Winogrand, Bruce Gilden. Os pintores do ‘expressionismo abstracto’ são os que mais me inspiram.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?
Neste momento há inúmeras ferramentas ao nosso dispor para aperfeiçoar as imagens em que trabalhamos e de certeza que cada um de nós pode ser mais expressivo na maneira como apresentamos uma imagem. Como deixamos de poder de acreditar na ‘verdade’ de uma imagem acho que o centro das atenções é mais o mérito artistico do que outra coisa.

Anúncios

0 Responses to “Interview with Susan Bowen.”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


mário venda nova

contactos:

tlm 965 275 830

skype: elogiodasombra

"eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

larry king

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

publicação de fotos

todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

recursos


Loja 'o elogio' na Amazon
[larga variedade de livros de e sobre fotografia. se comprar via este link recebo uma pequena percentagem.]

Loja 'o elogio' na Amazon.com (EUA)
[igual ao link acima mas para a loja da Amazon EUA, de todas as compras continuo a receber uma pequena percentagem.]

Monochrom
[loja boutique, com artigos que não se encontram noutras lojas. os pápeis de impressão fine-art são bons.]

arquivo

stats