10
Jul
07

Interview with Scott Hammond.

Scott Hammond is a great documentary photographer. His images evoke some of the work of Eggleston and Shore, in a kind of complementary way and some of them have a distinct loneliness and decay. An amazing and very unusual work.

How do you started taking photographs and why?

Purely by accident. My grandmother gave me my grandfather’s old car. I had to fly down to Florida to pick it up and drive it back north to Ohio. I took a buddy with me. I had recently begun playing around with a polaroid camera. I shot the entire way back.

In your opinion, what makes a good photo?

I think a good photo is one that sticks in your memory. an image that after seeing it, you couldn’t imagine your life without that image tucked away in your brain somewhere. An image that makes you see your life and surroundings in a different way.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

Photography is a compulsion with me. I obsessively collect these images or scenes that i find of everyday, common life. I tend to shoot things without people in them, yet humanity is ever present. It’s almost impossible to describe, but i’ll pass something that i want to shoot and immediately know how i’m going to frame it. As most photographers do, going around drawing little boxes around subject matter in their mind. Maybe the subject chooses me, i don’t know. But if i see something that i like, i have to have it. My photographs are a collection to me. I see these moments of beautiful banality and i have to have them for my collection. I travel the country in a desperate attempt to complete my set, although i know i never will.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

I only really photograph in the spring through the fall. There’s really no reason i guess, but that tends to be my season. If i don’t have anything planned, i hop into my car and drive around shooting until i get tired. But typically the bulk of my images comes from cross country trips that i take throughout the year.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth to show in your portfolio?

I like to not shoot a lot of images when i’m on a photo trip. I’m very ‘egglestonesque’ when it comes to that. I typically only shoot the subject that i want once, and if it doesn’t come out, it wasn’t meant to be. If i’m driving across country, i usually come back with 100 or so frames, whereas some of friends, especially if they have a digital camera, will have shot over 1,000. Out of the 100 images, my success rate will be about half. Out of those, i would say 30 are probably images that i would consider good and usable.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

From the beginning, Walker Evans has had a huge impact on me. His images of the depression, the south, the subway; it’s like you’re looking back in time. He really puts you in the moment.

William Eggleston, Jeff Brows, Dorothea Lange, Stephen Shore… all amazing documentary photographers. They have made beautiful and true work, with their own style very evident in each one of their images.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

Well, the net has made photography a lot more accessible for everyone. I love how amateurs are making their work available online. we’re really seeing a lot of great work by people who before might never had bothered to even make work because of the costs and the difficulty of preparing for a show and actually getting show in the first place.

Between websites and digital cameras, we’re just seeing a lot more work being produced, which i think is always a good thing. Always new images to see.

have-a-safe-trip-abeline-kansas-2005Have a safe trip – Abeline (Texas) 2005 © Scott Hammond

Scott Hammond website.

~pt~

Scott Hammond é um bom fotógrafo documental. As suas imagens invocam o trabalho de Eggleston e Shore, de uma maneira quase complementar e algumas têm um firme sentido de decadência e solidão. Um trabalho espantoso e pouco habitual.

Como começou a fotografar e porquê?

Puramente por acaso. A minha avó deu-me o velho carro do meu avô. Eu tive que voar para a Flórida para buscar o carro e conduzir de volta para o norte de Ohio. Eu levei um amigo comigo. Eu tinha começado recentemente a brincar com uma câmara polaroid. Fotografei durante todo o caminho de volta.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Penso que uma boa foto é uma que fica na memória. Uma imagem que depois de a ver, não consegue imaginar a sua vida sem essa imagem guardada algures na memória. Uma imagem que faz ver a vida e tudo à volta de um modo diferente.

O que que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

A fotografia é uma compulsão. Eu colecciono obsessivamente estas imagens ou cenas que eu encontro no quotidiano, na vida comum. Eu tento captar lugares sem pessoas, contudo a humanidade está lá sempre presente. É praticamente impossível descrever, mas se vir alguma coisa que quero captar, imediatamente sei como a vou enquadrar. Como a maior parte fotógrafos do, ando em torno do assunto desenhando caixinhas pretas na minha mente. Talvez o assunto me escolha, não sei. Mas se eu vejo algo que gosto, tenho de o fotografar. A minha fotografia é como uma colecção para mim. Eu vejo estes momentos de bela banalidade e tenho de os ter na minha colecção. Eu viajo pelo país numa tentativa desesperada de completar a minha colecção, embora saiba que nunca o conseguirei.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Eu efectivamente apenas fotografo na Primavera e até ao fim do Outono. Não acho que haja realmente algum motivo, mas essa tende a ser a minha estação. Se eu não tiver nada planeado, salto para dentro do meu carro e conduzo, fotografando até ficar cansado. Mas tipicamente o grosso das minhas imagens vem de viagens através do país que faço durante o ano.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Eu prefiro não disparar muitas imagens quando eu estou em numa viagem fotográfica. Eu sou muito ‘egglestonesque’ quando isso é necessário. Eu habitualmente apenas capto o assunto que quero uma vez, e se isso não resultar, era pode não estava destinado. Se eu estou conduzindo através do país, habitualmente regresso com cerca de 100 imagens, enquanto que alguns dos meus amigos, especialmente se têm uma câmara digital, terão disparado mais de 1,000. Dessas 100 imagens, a minha taxa de sucesso será cerca de metade. Dessas, eu diria que 30 são provavelmente imagens que eu considero boa e utilizável.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Desde o princípio, Walker Evans teve um enorme impacto em mim. As suas imagens da depressão, do Sul, do metropolitano; é como estar a olhar para trás no tempo. Ele realmente coloca-nos dentro do momento.

Williams Eggleston, Jeff Brows, Dorothea Lange, Stephen Shore… todos eles são espantosos fotógrafos documentais. Fizeram um trabalho belo e verdadeiro, com os seus próprios estilos muito evidentes em cada uma da suas imagens.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Bem, a rede fez a fotografia muito mais acessível para todos. Eu adoro a maneira como os amadores estão a tornar o seu trabalho disponível online. Nós estamos na realidade a ver uma grande quantidade de bons trabalhos feitos por pessoas que antes de nunca se teriam incomodado de fazer esse trabalho devido aos custos e à dificuldade de preparação de uma exposição e que nunca conseguiriam sequer realizar essa exposição.

Entre sítios e câmaras digitais, vamos vendo muito mais trabalho a ser produzido, o que penso que é positivo. Há sempre imagens novas para ver.


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