24
Jul
07

Interview with Andy Mattern.

I’m very attracted to Andy Mattern’s ‘Night stages’ series. I don’t if it is the light or the desert places but i do wonder what is behind those doors. So let’s take a peak at the work of Andy Mattern.

How do you started taking photographs and why?

I became interested in photography in high school when I was given a 35mm SLR by my grandfather. He also passed down a 2 1/4″ Rolleiflex to me, which I loved for its resolution and waist level view finder. However, It was not until studying photography at the University of New Mexico that I started to become aware of my deeper intentions and visual interests. So in a way, I didn’t really start consciously photographing until college.

In your opinion, what makes a good photo?

I think a “good” photo is one that is self conscious and skillfully produced. Especially since photography has become increasingly more accessible and ubiquitous with the digital era, I think that art photography has to bring a high level of awareness and intention to image making in order to distinguish itself from the onslaught of other visual information. Also, I think it is critical to be aware of the many ways in which artists are using photography today. Without this knowledge, I think art photography runs the risk of being redundant or irrelevant.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

I am not interested in “capturing” a photo so much as constructing an image. Some photographers seek the decisive moment, which I think is fascinating, but for me making a photograph involves a considerable amount of orchestration both on site and in post production. Initially, I am drawn to a location for the light, but in most cases the final image is not a factual representation of the scene. I adjust objects digitally and combine frames seamlessly to create a place that doesn’t actually exist.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

I suppose you could say that I have a routine at least for my current projects. There is an element of spontaneity in that I almost always happen upon the locations I photograph, however, I approach them all in a very similar way technically and formally. I work primarily in series and I am interested in the German typologies as a way of looking at the world. For these reasons, I tend to work within a set of rules that I have created as opposed to a more improvised approach.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth to show in your portfolio?

An image works when it asks more questions than it answers. Some combination of the light quality, uncertainty of place, vacancy and evidence of use come together to make a picture stand on its own.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

I am influenced pretty heavily by Andreas Gursky, Candida Höfer, Hiroshi Sugimoto and of course the Bechers. Minimalism is also a cornerstone in my thinking about art. I am basically incapable of making decorative decisions, so working formally in an apparently documentary style appeals to me.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

It has definitely changed what is possible technically and it has shifted what artists are able to do with the medium. Perhaps digital technology has made viewers question more what is “true” in a picture since it is widely known that images can be manipulated digitally. For me, digital has just sped up my work flow and allowed me to produce more images.

oeds1White door – © Andy Mattern.

Andy Mattern website.

~pt~

Gosto bastante da série ‘Night stages’ do Andy Mattern. Não sei se é da luz ou dos lugares desertos, o que é certo é que me interrogo sobre o que está por trás daquelas portas. Por isso vamos espreitar o trabalho de Andy Mattern.

Como começou a fotografar e porquê?

Eu interessei-me pela fotografia na escola secundária quando o meu avô me deu uma câmara 35mm. Ele também me deu uma Rolleiflex 2 1/4″, que eu adorava pela resolução e pelo seu view finder pelo nível da cintura. No entanto, foi quando comecei a estudar fotografia na universidade do Novo Mexico que eu tive percepção das minhas intenções e interesses em maior profundidade. Assim, eu não comecei conscientemente a fotografar até chegar à universidade.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Eu penso que uma “boa” foto é auto-consciente e habilmente produzida. Especialmente desde que a fotografia se tornou cada vez mais mais acessível e ubíqua na era digital, penso que a arte fotográfica tem que trazer um alto nível de atenção e intenção para a realização da imagem a fim de se distinguir a si própria do massacre da outra informação visual. Também, penso que é necessário estar ciente das muitas maneiras que os artistas estão hoje a utilizar a fotografia. Sem este conhecimento, acho que a arte fotográfica corre o risco de ser redundante ou irrelevante.

O que que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Não estou interessado em “capturar” uma foto tanto quanto construir uma imagem. Alguns fotógrafos procuram o momento decisivo, que eu penso que é fascinante, mas para mim fazer uma fotografia envolve uma considerável soma de ‘orquestração’ tanto no local como na pós produção. Inicialmente, eu sou atraído a um local pela luz, mas na maioria dos casos a imagem final não é uma real representação da cena. Eu ajusto objectos e combino imagens digitalmente para criar um lugar que não existe na realidade.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Suponho que se pode considerar que tenho uma rotina, pelo menos para os meus projectos actuais. Há um elemento de espontaneidade que quase sempre acontece nos locais onde fotografo, no entanto, eu abordo-os a todos de uma maneira muito idêntica, tecnicamente e formalmente. Eu trabalho essencialmente em séries e estou interessado nas tipologias alemãs como maneira de olhar para o mundo. Por estes motivos, tenho tendência a trabalhar com um conjunto de regras que criei ao contrário de uma abordagem mais improvisada.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Uma imagem funciona quando faz mais perguntas do que dá respostas. Uma certa combinação da luz em termos da sua qualidade, incerteza do lugar, desocupação e a prova de uso resultam em conjunto para fazer uma imagem sobressair por si só.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Eu sou fortemente influenciado por Andreas Gursky, Candida Höfer, Hiroshi Sugimoto e certamente pelos Bechers. O minimalismo também é uma pedra angular no meu pensamento sobre arte. Eu sou basicamente incapaz de fazer decisões decorativas, por isso trabalhar formalmente num aparente estilo documental atrai-me.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Mudou definitivamente o que é possível tecnicamente e tem mudado o que os artistas podem fazer com o meio. Talvez a tecnologia tenha levado os espectadores a questionar mais o que é “verdadeiro” numa imagem uma vez que é amplamente sabido que imagens podem ser manipuladas digitalmente. Para mim, o digital acelerou o meu fluxo de trabalho e permitiu-me produzir mais imagens.


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