04
Set
07

Interview with Margarida Paiva.

Margarida Paiva trabalha com vídeo e fotografia, onde procura representar ambientes de medo e paranóia. A artista tem uma formação em escultura, habita já há algum tempo na Noruega, onde tem desenvolvido um trabalho consistente e muito inspirado pelos contos infantis e de fadas. Actualmente a artista tem uma exposição na Lab.65.

Como começou a fotografar e porquê?

Eu comecei a trabalhar com fotografia quando ainda estava a estudar. Na altura estava a trabalhar com ‘land art’ e comecei a usar a fotografia para documentar estes trabalhos. Gradualmente comecei a interessar-me pela natureza de uma outra forma, na floresta e em certos contos infantis, e isso levou-me a encenar situações na floresta, trabalhos estes que resultaram em fotografia. Mais tarde, a fotografia levou-me a trabalhar com vídeo e tenho trabalhado com vídeo desde então, mas continuo a trabalhar com fotografia em paralelo.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Para mim é sobretudo a atmosfera que a fotografia transmite, tem de haver algo com um significado especial por detrás da superficie da imagem.

O que a leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Normalmente as minhas fotografias são encenadas e cada fotografia tem de certa forma contar uma história, ou seja, tem de incluir um certo grau de narratividade.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Em todos os meus projectos tenho normalmente um titulo/tema inicial que me leva a decidir onde e o que quero fotografar. As fotografias são sempre encenadas mas tudo depende do que me rodeia.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Eu tento sempre agrupar as fotografias por tema e escolho sempre as que melhor contam uma história.

Mencione alguns fotógrafos que a inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Nan Goldin – pela forma poética de fotografar material documentário.
Mikkel McAlinden – pelo excelente trabalho digital e por explorar ao máximo as possibilidades da tecnologia fotográfica.
Jeff Wall – pelo estilo cinematográfico.
Anna Gaskell – pela cenografia e pela elevada tensão psicológica nos temas representados.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Pessoalmente acho que a tecnologia digital permite uma facilidade maior para experimentar e para manipular a imagem. No entanto a tecnologia digital não se trata apenas de uma técnica em fotografia ou em cinema, mas vem sobretudo mudar certos aspectos na nossa cultura visual. Não só nas artes mas também nos meios de comunicação, hoje em dia é mais dificil distinguir entre ficção e documentário, e isto deve-se em parte à tecnologia digital.

oeds2Playing dead © Margarida Paiva.

Website de Margarida Paiva.

~Eng~

Margarida Paiva works with video and photography, in which she portrays fear and paranoia. The artist has a graduation in sculpture, lives in Norway, where she’s been doing a consistent work inspired by fairy tales and she has an exhibition at Lab.65.

How do you started taking photographs and why?

I began to work with photography when i was studying. By then i was working with ‘land art’ and i started to use photography to document these works. Gradually i started to become interested by nature in a different way, in the forest and on certain infantile tales, and it led me to stage scenes in the forest, works that turn out into photographs. Later on, photography led me to work with video and i’ve been working with video since then, but I’m still working with photography in parallel.

In your opinion, what makes a good photo?

For me it’s, most of all, the atmosphere that the photograph conveys, it has to have something with a special meaning behind the surface of the image.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

Generally my photographs are staged and each has to tell a story in a certain way, that is, it has to include a certain degree of narration.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

At every of my projects i normally have one initial title/theme that helps me to decide where and what i’m going to photograph. The photographs are always staged but all depends whereof surrounds me.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth to show in your portfolio?

I try always group the photographs by theme and I choose always the ones that tell better the story i want to tell.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

Nan Goldin – for the poetic way that she photographs documentary subjects.
Mikkel McAlinden – by the excellent digital work and the way he explores to the max the possibilities of the photographic technology.
Jeff Wall – by the cinematic style.
Anna Gaskell – for the scenography and for the high psychological strain on the themes represented on her photographs.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

Personally I find that the technology digital allows to easily experiment and manipulate the image. However the digital technology it is not only a photographic or cinematic technique, but changed certain aspects in our ‘visual’ culture. Not only in art but also in the media, today it’s become harder to distinguish between fiction and documentary, and this is due in part to the digital technology.


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