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Nov
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Epson 3800.

[ PARTE I ]

r3800

Comprei recentemente uma Epson 3800, após longa reflexão e esgrima de argumentos contra e a favor da aquisição deste equipamento em vez da irmã mais nova, a R2400. Existem algumas diferenças entre uma e a outra e que me levaram a optar pela 3800:
– a capacidade dos tinteiros, os tinteiros da R2400 são vergonhosamente pequenos,
– a possibilidade de imprimir em A2,
– o facto da R2400 ter dois anos e estar já no limite da sua vida útil face às novas tecnologias de impressão, mas a Epson continua a retardar a sua substituição,
– o preto mate está inserido na impressora e a mudança para o preto photo é uma questão de um ajuste no menú, mas a 3800 até o faz automaticamente em função do tipo de papel que escolho, e o facto de a mudança do preto só fazer a purga de tinta no circuito desta cor, ao contrário da R2400 que faz a purga às cores todas.

Transporte.

Esta é uma tarefa para duas pessoas, a impressora pesa 25 kilos e a embalagem não é pequena. A embalagem é uma mera caixa de cartão com a identificação da impressora. Contém a impressora, os tinteiros, os manuais e cabos. Disse cabos? Desculpem, cabo de alimentação; a Epson esqueceu-se de incluir na 3800 um cabo usb ou ethernet, numa impressora de 1.600€ um mísero cabo usb não lhes faria nenhuma mossa nos lucros, imperdoável numa impressora deste calibre.
Se o transporte é tarefa de duas pessoas, a desembalagem consegue ser feita por uma pessoa sem dificuldade.

Instalação.

A instalação é fácil e basta seguir os passos que estão descritos no desdobrável que acompanha a impressora, sem direito a tradução em língua portuguesa. Eu fiz a instalação mais simples pelo facto de ir imprimir através do Aperture, mas aconselho ler as indicações no caso de irem utilizar a impressora sem o recurso a um programa de edição de imagem (duvido mas estão avisados…). Têm que seguir os passos na sequência descrita nas instrucções, não antecipe etapas e tudo corre bem.
Algumas notícias têm vindo a público sobre a questão de deixar ou não a impressora ligada, aconselho a fazer o teste às cabeças de impressão – através do driver e não do menú da 3800 – e verificar se no seu caso as cabeças ficam entupidas e como. Eu se não imprimir durante 24 horas, desligo a minha, quando a ligo verifico que a impressora realiza um pequeno teste e limpeza às cabeças (à custa do tanque de limpeza). O que me leva à questão seguinte: como é que uma impressora com pouco mais de cinco dias tem o tanque já preenchido a 47%? Suspeito que durante o processo inicial de carregamento do circuíto de tinta e limpeza da cabeça muita tinta vai para o lixo. A Epson diz que isso só acontece no primeiro conjunto de tinteiros e que nos próximos a sua duração será maior. Sabendo que o grande negócio das marcas de impressoras nem são as impressoras propriamente ditas mas os consumíveis, não é difícil de perceber que não interessa saber quanto duram os tinteiros mas em abono da Epson e dadas as variáveis em jogo, tal tarefa é quase impossível de quantificar, no meu caso, por exemplo, veriquei que o tinteiro mais gasto é o Photo Light e ainda não começei a imprimir a preto&branco.
Uma nota final sobre a construção da impressora, e antes de passar para a impressão, e que se prende com a qualidade dos materiais utilizados: a impressora utiliza plásticos do boa qualidade mas parece demasiado frágil para o tipo de equipamento e utilização a que se destina (é a entrada na gama profissional da Epson), nomeadamente a porta do tabuleiro da frente. Bem sei que para o preço a 3800 tem performances só acessíveis até há bem pouco tempo a quem pudesse dispender 2.500€ numa 4800 e que portanto alguns sacrifícios tiveram que ser feitos na construção e na impossibilidade de utilizar rolos de papel (a 3800 está limitada a usar folhas de papel até ao A2). Mas o que realmente interessa é a qualidade de impressão e os acabamentos são impecáveis, por isso espero que a 3800 não dê problemas por esse lado.

(continua…)


3 Responses to “Epson 3800.”


  1. Novembro 14, 2007 às 2:00 pm

    O cabo para mim está em linha com as “taxas” que acrescem aos bilhetes de avião e outras chico-espertezas. Nem falo de afectar lucros, mas cobravam mais 10€ e resolviam a questão. Claro que há quem tenha cabos, mas numa impressora deste preço, não justifica não incluir.
    Mas já não é a primeira vez que compro equipamento que para ligar à electricidade trás o cabo europeu, o inglês e o americano. Na sociedade do desperdício, fica mais barato incluir três cabos do que separar por mercados na embalagem.

    Os tinteiros é outra trafulhisse. A tinta é mais cara que champagne ou perfume francês e gasta-se muita na própria manutenção que a impressora faz ou nós próprios somos obrigados a fazer.

    Preocupa-me que digas que a construção não é robusta. Estas impressoras têm um desgaste mecânico brutal. Só qualidade de impressão de início não chega — por exemplo, a precisão de puxar o papel é essencial que se mantenha com o tempo. Ou mais simples ainda, o mecanismo de carregar a folha tem de durar, não há nada pior que a folha entrar torta constantemente (e na Epson 4000 entra torta demasiadas vezes).

  2. Novembro 15, 2007 às 10:22 pm

    “Preocupa-me que digas que a construção não é robusta. Estas impressoras têm um desgaste mecânico brutal. Só qualidade de impressão de início não chega — por exemplo, a precisão de puxar o papel é essencial que se mantenha com o tempo.”

    A qualidade interior parece-me robusta. Cabeça, mecanismos de de carregamento do papel parecem-me funcionar bem, o exterior é outro negócio está a anos luz da tua 4400. Dito isto, acho que o facto dos plásticos exteriores não serem robustos não é importante se não afectarem o funcionamente e fiabilidade da máquina, só o, tempo o dirá. Mas a sensação que tenho é de que a impressora é fiável e que aguenta bem trabalho duro, ao contrário dos tinteiros que realmente não duram nada. Mas como digo no artigo, o negócio da Epson (e diga-se de passagem, das outras marcas também) são os consumíveis, porque se toda a gente comprasse uma impressora de 1.400€ de cinco em cinco anos, ou mais, a Epson há já muito que tinha fechado o negócio…


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