23
Nov
07

Entrevista com João Leal.

João Leal é um jovem fotógrafo português, que conheci através da Lab.65, onde expôs este ano uma série de trabalhos bastante interessante e conceptual. Em 2005 ganhou (ex-aequo) o prémio Pedro Miguel Frade do Centro Português de Fotografia, onde amanhã, dia 24, inaugura uma exposição com trabalhos seus e onde estará às 15Hrs para falar sobre os mesmos.

Como começou a fotografar e porquê?

Comecei a fotografar com uma câmara de 35mm (Pentax K1000) que o meu pai tinha “encostada”. O que me levou a começar foi, em primeira instância, experimentar o processo, depois disso, surgiu o gozo pela autonomia do processo.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Na minha opinião não há “uma” boa fotografia. “Uma” boa fotografia pode ser fruto do acaso. Há bons trabalhos. E um bom trabalho é sempre um equilíbrio entre aspectos formais e conceptuais, devidamente enquadrados no percurso do autor.

O que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

No que diz respeito ao meu trabalho de autor, são as imagens mentais que me levam a fotografar. Imagens que formo previamente.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Não tenho nenhuma rotina especial. Depois de saber o que pretendo, procuro coordenar os factores que me interessam para produzir as imagens. Não são os acontecimentos que me movem…

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Ao fotografar faço sempre um “bracketing” de exposição (duas ou três imagens) para cada imagem que pretendo. A escolha recai sempre sobre a imagem melhor exposta.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

São vários os trabalhos de que gosto. Como facilmente me esqueço de nomes, refiro dois de que me lembro: Hiroshi Sugimoto, Jeff Wall e José Luís Neto. Há, no entanto, vários trabalhos que admiro. As razões pelas quais gosto destes (e de outros) fotógrafos prendem-se com as temáticas desenvolvidas e pela forma, por eles escolhida, para as desenvolverem.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Aumentou as possibilidades, facilitou os processos e democratizou (ainda mais!!) o meio. Não me parece que a tecnologia seja um factor preponderante no que diz respeito à mudança na maneira como se vê a fotografia como arte. Penso também que a arte (como forma de expressão, entenda-se) não está no meio de expressão utilizado.

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