03
Set
08

Photographers to shape Polaroid history & mais…

Artist to feed convict to goldfish.
O limite ético em determinados tipos de arte dita contemporânea foram há muito ultrapassados. Depois de termos assistido à ‘instalação’ de um artista que nada mais era do que um cão vadio amarrado numa parede de uma galeria e deixado a morrer à fome, eis que Marco Evaristti se propõe ao seguinte: conseguiu convencer um detido no ‘corredor da morte’ (ala das prisões dos EUA onde estão os condenados à morte, às vezes anos) a fazer a doação do seu corpo após a execução, depois pretende ultra congelar o corpo, cortá-lo em flocos muito pequenos e colocá-los à disposição para que os visitantes da sua ‘instalação’ os dêem a comer a pequenos peixes vermelhos mantidos em pequenos aquários. Existem algumas dúvidas que a doação tenha algum valor legal mas mesmo assim a ‘proeza’ vai ser tentada. A caminhar neste sentido ainda vamos assistir a pessoas a serem atiradas vivas para tanques de tubarões ou crocodilos…tudo em nome da arte, claro.
Que isto seja notícia no The Guardian sem o mínimo de sentido crítico ainda me espanta mais.

Fechem as estradas que perturbam o Parque Nacional da Peneda Gerês.
Já aqui falei neste assunto algumas vezes e não posso estar mais de acordo: a circulação no nosso único parque nacional deveria ser restringida e, logo que possível, banida. Agora a Câmara de Terras do Bouro decidiu autorizar a reparação da estrada de terra batida que liga a Portela do Homem a Vilarinho das Furnas e que atravessa a Mata da Albergaria; basta circular lá – e eu já o fiz algumas vezes – para ver jipes, carros e motas estacionadas por todo o lado, no verão os piqueniques são efectuados em qualquer lugar, pisando plantas, assustando de maneira atroz a fauna que ainda consegue sobreviver. Já lá vi um senhor a circular num carro, pelo meio dos buracos e pó, de janela aberta a fumar o seu charuto tranquilamente, isto num bom dia de primavera, de braço de fora. Não é preciso muita imaginação para perceber o risco desta situação, bastava apenas o charuto cair…
Agora como responder à seguinte questão: quem poderia circular na Mata da Albergaria, caso a circulação fosse proibida? Simples: veículos de socorro e/ou emergência. Temos o exemplo do lado espanhol onde a circulação na mesma zona não é permitida. Tirando os casos mencionados poderia ser permitido o acesso a pé, limitando apenas as áreas sensíveis a biólogos e cientistas. No estado actual em que se deixa este tipo de decisões para as câmaras municipais já se sabe de antemão que nada bom pode acontecer para o interesse nacional, apenas para o interesse de alguns. Mas existe uma solução melhor e talvez mais diplomática: subir, e já, o preço das portagens na Mata da Albergaria, em vez dos 1.5€ se cobrarem um valor de 10 ou 20€ por pessoa e o passem a cobrar sempre – em vez das 10:00 às 17:30 como o fazem agora – a ‘festa’ acaba depressa. E bem, remato eu.
(via Sargaçal)

Photographers to shape Polaroid history.
Para finalizar termino não com mais um disparate como os acima descritos mas com esperança. Depois de várias tentativas de convencer a Polaroid a não terminar a produção dos seus filmes instantâneos, a marca decidiu construir uma Polaroid digital e lançar o modelo no mercado até ao final do ano. O conceito aproveita o melhor da tecnologia digital e evita o recurso ao filme mas mantendo a impressão imediata. A questão principal é se o ‘look’ antigo meio desfocado, com cores deslavadas e algo estranhas se irá manter; algo me diz que tal será apenas uma imitação, longe da coisa real mas logo se verá.


6 Responses to “Photographers to shape Polaroid history & mais…”


  1. Setembro 3, 2008 às 9:58 pm

    A coisa não é tão linear. É que os autarcas de qualidade que temos, pegam no dinheiro da portagem e em vez de o aplicarem em projectos de conservação da natureza, arranjam a estrada que devia estar fechada. Exactamente isso.
    Se aumentas as portagens, ainda se põem a “requalificar” a mata. Já estou a ver os “bungalows” e churrasqueiras. Isto é uma terrinha sem emenda e muito mal frequentada.

  2. Setembro 4, 2008 às 7:46 am

    É que os autarcas de qualidade que temos, pegam no dinheiro da portagem e em vez de o aplicarem em projectos de conservação da natureza, arranjam a estrada que devia estar fechada.

    Mas o dinheiro, em principio, deveria estar a ser recolhido e aplicado pelo ICNB. Esta estrada apesar de estar dentro do nosso único parque nacional é gerida pela autarquia, o que , na minha opinião, está totalmente errado. Conforme escrevi do lado espanhol a estrada de terra batida que entra no ‘coração’ desta área está vedada e com um aviso de que se trata de área sensível, com acesso limitado a veículos eléctricos e mesmo assim nem toda a gente lá pode circular. Nós temos muito que evoluir nesse sentido e não é com panaceias que lá vamos, eu prefiro de longe ‘apertar’ o garrote e alterar o valor das portagens e depois lentamente voltar a um preço simpático do que ser confrontado com uma situação de perda total e depois ser obrigado a fechar os acessos. Como diz o nosso povo ‘depois da casa arrombada, trancas na porta’, espero no caso do PNPG nunca chegar a esse extremo mas começo a não dislumbrar outra solução.

  3. Setembro 4, 2008 às 2:59 pm

    Mas o dinheiro, em principio, deveria estar a ser recolhido e aplicado pelo ICNB.

    Mas pelos vistos não está. E a autarquia sempre foi contra as portagens. Esta é uma forma de descredibilizar a medida.

  4. Setembro 4, 2008 às 3:27 pm

    As autarquias são sempre contra este tipo de medidas, olha o caso da Serra da Estrela, por exemplo. Lamento que o nosso primeiro, antigo ministro do ambiente note-se, que gosta tanto de importar o melhor que se faz lá fora não importe um modelo de protecção da natureza mais condigno com as áreas naturais que temos.
    Bertiandos está quase ao abandono, o Paúl de Arzila está completamente abandonado, Corno do Bico idem, em Montesinho querem construir um campo de golfe e o Dakar passa alegremente por cima de áreas da rede natura 2000. Depois ainda temos os projectos PIN que são uma forma saloia de contornar as áreas protegidas e de rede natura. Se algum dia alguém decidir importar politicos de fora eu sou o primeiro a dar dinheiro para isso, com os incompetentes que cá grassam não vamos a lado nenhum, e infelizmente a protecção da natureza é apenas a ponta do iceberg…

  5. Setembro 4, 2008 às 11:17 pm

    Bertiandos quase ao abandono? Não sabia disso.

  6. Setembro 5, 2008 às 7:46 am

    Bertiandos está relativamente bem tratado mas nota-se que precisa de ser limpo dos restos que se acumulam – folhas, ramos – e o mato rasteiro cresce sem controle nenhum. Os passadiços estão a ficar num ponto em que precisam de tratamento e as torres de observação estão em mau estado, aliás uma delas já foi ‘engolida’ pelo matagal e está quase a cair. Mas é um zona excepcional e merecia outra atenção, embora, repito, esteja melhor do que o Paúl de Arzila que está completamente abandonado, o que é pena dado que tem potencial para observação de pássaros muito interessante.


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