Posts Tagged ‘arte

30
Abr
10

O caminho mais seguro

Qual será a forma mais segura de produzir fotografia? Será abordar um tema contemporâneo ou um tema clássico? Fazer uma fotografia mais ilustrativa e representativa ou trabalhar de forma mais pós-moderna? Será mais fácil agradar à crítica especializada ou ao público? O que significam em termos de carreira cada uma destas escolhas?

Ficam as perguntas, aguardo as vossas respostas.

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26
Abr
10

As Moleskines de Juan Rayos


Juan Rayos é um artista espanhol com várias intervenções na área do vídeo e da fotografia, mas o que me despertou a atenção foram estes pequenos cadernos Moleskine. Cada um é uma pela única construída como cadernos de viagens e a partir de recortes, desenhos, colagem, pintura e fotografia.
A ilustrar este artigo estão duas páginas da Moleskine A mas existem mais três cadernos já publicados: Moleskine Great Purge, Moleskine B, Moleskine India e uma outra dedicada à China e que podem acompanhar no blogue do artista.

Juan Rayos não é o único artista a usar as Moleskines como suporte e começam já a aparecer edições nestes cadernos, como por exemplo o livro de Cyrille Weiner editado em (edição limitada a 60 cópias) em Moleskine do seu projecto ‘Le ban des utopies‘.

16
Abr
10

Notas sobre criatividade

São pequenas leituras que encontrei esta semana e cujo interesse me parece ser relevante, até para uma reflexão no fim de semana. São ao mesmo tempo inteligentes e cujo alcance não se esgota apenas na criatividade, aqui ficam para ler.

Expose yourself…
Seth Godin escreve pequenas peças cuja leitura não deixa de nos fazer reflectir sobre a forma como enfretamos os desafios criativos mas sobretudo a forma como apresentamos o nosso trabalho. Este artigo é tão somente a extensão do nosso ditado ‘diz-me com quem andas, direi-te quem és’; é algo tão simples que nos escapa todos os dias mas que tem uma influência no que fazemos e que sublinha a importância de nos rodearmos de pessoas criativas, genias e interessantes se o queremos ser também.
(via A barriga de um arquitecto)

Life without the web
O autor de banda desenhada James Sturm (de quem possuo um giclée adquirido na Mundo Fantasma, onde aliás encontrei este link) vai-se desligar da rede global durante um período de tempo ‘alargado’ (quatro meses para ser mais exacto) e relatar a experiência em tiras de comics para a Slate. Nas suas palavras:

About a month ago, I started seriously thinking about going offline for an extended period of time. I weighed the pros and cons, and the pros came out on top. Yes, I want to be more present when I am around my kids and not be constantly jonesing to check my e-mail. But I also need to carve out some space for myself to make new work.

A ironia de publicar online um trabalho sobre estar offline é a suprema ironia… (e que em abono da verdade não escapa ao próprio autor).

Cursos online de fotografia da Nature Photographers
A distância deixou de ser um entrave para quem quer aprender fotografia de natureza com alguns dos fotógrafos de topo, agora está literalmente à distância de um clique. E de um cartão de crédito.
A receita é simples: precisa de algum tempo (embora o possa gerir de forma pessoal), um cartão de crédito, uma máquina fotográfica e vontade indomável de aprender, sobretudo esta última. Suponho que o facto de estar longe e poder desligar o ‘fio’ caso se desinteresse seja um factor para alguns que inevitavelmente irão ficar pelo caminho. Mas para o fotógrafo amador com disciplina e vontade de aprender esta pode muito bem ser uma oportunidade única. Por um certo preço, claro. Mas como em tudo não há almoços grátis. E o pormenor de serem cursos de teória + prática, com feedback permanente dos professores e restantes alunos é para mim um factor que justifica bem os 295USD que custam. E lá voltamos ao Seth Godin do início deste artigo…

06
Out
09

(T)(S)er.

“What we do during our working hours determines what we have, what we do in our leisure hours determines what we are.”

George Eastman

É sempre uma discussão, esta do ser e do ter, interessante de debater com fotógrafos. Se por um lado a fotografia é arte por outro lado é inegável o lado técnico e tecnológico e perceber até que ponto cada um dos lados influencia o outro é uma discussão com possibilidades infinitas.
Será um fotógrafo cada vez melhor se tiver mais e melhor equipamento? Será a arte independente das ferramentas?

Acho que a questão central deste debate será sempre o de cada um ter as ferramentas necessárias para atingir os objectivos a que se propõe, aqui é que reside o problema de facto nos debates em torno dos equipamentos fotográficos, é que sem objectivos claros qualquer justificação serve para comprar uma nova máquina, uma nova lente ou uma nova impressora. Poder ter e manusear o melhor e mais recente equipamento, custe ele 1.000€ ou 10.000€, é uma justificação perfeitamente aceitável do ponto de vista da justificação da aquisição, do ponto de vista da utilização é fraca razão para o justificar e muitas vezes o Ter é mais forte do que o Ser. Resolver uma falta de inspiração ou tentar lutar contra a mesma empurrando o problema para a frente, gastando dinheiro numa nova lente que de repente vai resolver tudo é o caminho mais certo para ter uma excelente colecção de equipamento ao fim de uns anos mas também uma colecção impressionante de fotografias medianas…

Um fotógrafo, dizem que eu não tenho assim tanta certeza, fotografa com qualquer coisa nem que seja um pinhole feita com uma lata. Talvez. Mas um fotógrafo sentado numa margem de um rio à procura de fotografar uma garça real, chegaria a casa sem nada publicável e vendável.
Se as ferramentas não fazem o artesão, as ferramentas apropriadas fazem toda a diferença. Saber o que usar, quando o usar e porque o usar são apenas algumas das muitas decisões criativas que um fotógrafo tem que tomar. Um bom fotógrafo não compra uma lente (substituir por máquina, tripé, filme, o que melhor se adaptar a cada caso) que depois encaixa no seu método de trabalho, um bom fotógrafo compra uma nova lente porque para atingir determinado objectivo criativo precisa dessa lente.

Olhar, ver, sentir e fazer a fotografia são talvez as melhores ferramentas que os fotógrafos têm à sua disposição. Ter objectivos claros e bem definidos antes de carregar a mochila é meio caminho para fazer boas fotografias; trabalhar para um livro, uma exposição é trabalhar para um fim, sair e fazer algumas fotografias sem esse foco central é apenas trabalhar para o stock e nada mais. E o stock é algo que se mostra à família, aos amigos mas que dificilmente impressiona alguém fora desse círculo. Para atingir objectivos mais audazes temos que ser capazes de os impor a nós mesmos mas sobretudo ser capazes de os cumprir. Até ao fim. E sobretudo procurar não disfarçar a falta de objectivos com o excesso de equipamento.

07
Set
09

Smart history – uma visita virtual a obras de arte.

Aguma vez sentiu a necessidade ou talvez a curiosidade de saber a história de uma obra de arte? Mas não tinha à mão um largo e dispendioso livro de arte? Ou pura e simplesmente não estava com disposição para o pesquisar e gostaria antes de ver alguém a dissertar sobre a obra?
O Smart history vem resolver estes, e mais alguns, problemas que se colocam a quem precisa de pesquisar ou simplesmente saber mais sobre uma obra de arte, com um arquivo de 254 obras de arte e 202 vídeos já existe informação suficiente para satisfazer algumas dúvidas, ajudar em pesquisas e facto de interesse para os meus leitores é que a fotografia não foi esquecida. Não tem um vasto repertório de obras fotográficas mas por exemplo dos anos 60 em diante tem Diane Arbus, os Becher, Cindy Sherman, Eggleston e Sherrie Levine. Tem no período 1907-1960 mais alguns fotógrafos, notavelmente Henri Cartier-Bresson com a sua Derriere la Gare St. Lazare, fotografia que pode ser vista no CPF no Porto e que faz parte da sua colecção.

Os vídeos têm uma duração à volta dos cinco a oito minutos o que permite transmitir uma boa quantidade de informação e análise sem se tornar maçador, tem também o pormenor muito interesse que é situar num mapa onde e quando a fotografia foi feita. Como não poderia deixar de ser tem também um blogue onde mantêm informação actualizada sobre as suas actividades.
Essencial para quem gosta de arte.

24
Ago
09

David Rubín na Mundo Fantasma.

DRubin 6David Rubín é um espanhol, de Ourense, de 31 anos e que se tem destacado no mundo da banda desenhada e ilustração. Dotado de um estilo muito particular, com um traço entre o cómico e o estilizado, pelo que vi na exposição David Rubín usa um imaginário muito próprio com influências tão distintas como o mundo dos super-heróis, a ficção cientifíca, tudo conjugado com várias referência histórias e míticas.
Isto a propósito da nova exposição da ‘Mundo Fantasma‘ que inaugurou no passado dia 18/Ago., em exposição estão um misto de trabalhos a cores e a preto&branco do autor, numa selecção que pende mais para os trabalhos monocromáticos.
DRubin 3Aqui exposto vê-se o trabalho a cores que serve de base a uma edição giclée da galeria e que na minha opinião é uma obra excepcional, disponível apenas em A3 e com um preço muito interessante: 30€. Impressa num papel de qualidade, a ilustração é um desenho bastante estilizado que utiliza como base o vermelho vivo – ricamente reproduzido pela impressão – que contrasta bem com os cinzentos. A imagem escolhida tem mistério, modernidade e decadência q.b., o que faz um super-herói num mundo em ruínas? o que procura? são as questões que a imagem me suscita.

A exposição tem também alguns apontamentos visuais do autor em versão desenho/tinta que resultam bem como um ‘antes e depois’ embora neste caso falte a última etapa, a cor. Mas têm valor documental para se perceber o método de trabalho do autor e ajudar aqueles, como eu, que gostam de aprofundar os conhecimentos de banda desenhada e ilustração. Apesar de esteticamente tornar a exposição menos rica acho importante expor estes trabalhos como matéria de estudo e documental.
DRubin 1De referir também o outro gliclée da Mundo Fantasma, uma obra psicadélica e muito ao estilo Barbarella, bastante colorida e cheio de pequenos detalhes e que foi realizada inicialmente para o cartaz do salão de Barcelona, agora em edição limitada.

Deixo a finalizar um excerto de uma das obras a cores exposta, um Adão e Eva apocalípticos num jardim hi-tech infernal e que gostei bastante.
DRubin 4

10
Ago
09

Festival Jardins 2009.

festival jardins PL 2009 (9)© mário venda nova

Este fim de semana visitei pelo segundo ano consecutivo o Festival de Jardins de Ponte de Lima. Estamos em Agosto, o calor aperta e a luz é péssima para fotografar mas aprecio particularmente este festival para deixar passar a oportunidade de visitá-lo. Em termos puramente estéticos gostei mais dos jardins deste ano do que do ano passado; no conjunto global são aquilo que classifico como peças conceptuais, logo intransponíveis para a realidade de um jardim caseiro, visualmente atraentes e com uma mensagem forte e carregada mas a questão é se essa mensagem passa para o público de forma perceptível.

Continue a ler ‘Festival Jardins 2009.’




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[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

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