Posts Tagged ‘galeria colorfoto

10
Maio
11

Timor – olhos nos olhos


Uma nova exposição na galeria Colorfoto, apareçam! Estão todos convidados para um copo de champanhe e para umas horas de conversa sobre a fotografia e com a presença do fotógrafo.

14
Mar
11

(Des)Equilíbrio

23
Fev
11

O dilema de uma opção ou a incerteza da curadoria…

Se acompanharam este blogue nas últimas semanas repararam que tenho publicado diversos trabalhos de fotógrafos e cuja selecção não foi aleatória, existe uma clara opção da minha parte em expor aqui esses trabalhos em detrimento de outros. Podemos entender essa publicação como uma espécie de curadoria online onde eu como “comissário” faço opções que depois se tornam públicas e visíveis aqui. É para mim uma claríssima linha de trabalho para este blogue, na galeria Colorfoto isso já está implícito, como espaço de exposição online, de análise e ou crítica. A parte da crítica é efectuada antes da publicação pelo é natural que sejam publicados apenas trabalhos que considero bons. É um facto que assim será tudo bom mas não vejo validade nenhuma em publicar trabalhos cujo interesse – mais uma vez na minha perspectiva de curadoria online – é menor face aos que aqui são publicados, assim nem tudo é bom, o mau é que já ficou pelo caminho… Pontualmente será de interesse para determinado tópico fazer essa abordagem bom versus mau mas como linha de publicação serão apenas publicados bons trabalhos.

Mas em termos de curadoria/comissariado o que é que eu procuro?
Resposta: projectos e séries. Existe algo que eu definitivamente não procuro: fotografias desconexas, sem ligação, por muito bonitas que sejam, se me cruzar com um trabalho composto exclusivamente por um grupo de boas fotos mas cuja ligação não existe eu prefiro não expor. E assim passo aos projectos e às séries.

Projectos
A ideia de projecto pressupõe uma ideia e partindo dessa estrutura um conjunto de fotografias é organizado desde a captura, passando pela edição até à selecção final. Para mim um bom projecto deve ter uma organização inteligente e deve estar estruturado com principio, meio e fim. Os melhores projectos colocam questões, intrigam os espectador e fornecem algumas respostas mas sem o anunciar, são também introspectivos no sentido de que dão corpo a uma série de interrogações que o artista tem e para as quais procura respostas. O seu projecto é uma reacção a uma ideia mas também a uma série de questões que o fotógrafo tem.
Dito isto não gosto de projectos demasiado introspectivos ou que abordam com demasiada proximidade a vida do próprio fotógrafo, não gosto muito do conceito voyeurista que alguma fotografia expõe, nada contra é apenas uma posição pessoal.
Um bom projecto tem sempre um fim, uma finalidade para o qual foi preparado: uma exposição, um livro, uma galeria online. O conjunto dessas finalidades constituiu o portfolio de determinado projecto.

Série
A série é um conceito muito interessante do ponto de vista estético. A série é um conjunto de fotografias cuja ligação é imediatamente reconhecida pelo espectador dado que abordam todas os mesmo tema, talvez o exemplo mais reconhecível sejam as fotografias dos Becher. Os Becher recolheram durante anos fotografias sobre vários tipos de instalações industriais na Alemanha e durante as suas aulas influenciaram diversos alunos que seguindo o exemplo deles se dedicaram à serialização de vários temas, Simone Nieweg fez uma série interessante sobre hortas comunitárias.
Na série a ligação é o tema mas também a parte visual, quando mais idênticas são as fotografias mais coesa se torna a série. O risco é maior do que no projecto dado uma má opção invalida a série inteira, o erro paga-se caro aqui. Gosto muito das séries que abordam os temas do quotidiano – paragens de autocarros, contentores do lixo, parques de estacionamento, etc. -, equipamentos cujo uso quotidiano os torna “invisíveis” aos nossos olhos.

A curadoria, online ou não, significa escolher e isso pressupõe excluir (mas isso está inerente à tarefa), o que coloca uma pressão enorme nas escolhas que publico aqui mas assumo o risco e as escolhas. Espero assim contribuir com uma selecção muito interessante de trabalhos acima da média, cuja relevância para a fotografia actual seja importante. Estou como sempre aberto a sugestões e críticas.

26
Jan
11

Palestra sobre fotografia na Colorfoto

Este fim de semana demos uma palestra na galeria Colorfoto em que se discutiram formas de escolha de uma série de fotografias para expôr. Isto é assunto para horas de debate e durante duas horas conseguimos – eu e o Pedro Cardigo – transmitir aos presentes uma ideia precisa de como foram efectuadas as escolhas para a exposição patente na galeria, exploramos o contexto das imagens, as diversas leituras de cada grupo e sobretudo tentamos explicar o porquê e o como das opções efectuadas.

Ainda houve temopo para discutir alguns aspectos da fotografia contemporânea e sobretudo o que eu como comissário procuro num trabalho. Projectos, serialização são aspectos que me interessam mais do que um portfolio cheio de imagens bonitas e desconexas.
Também apresentei alguns livros que na minha opinião são essenciais na biblioteca de qualquer pessoa que se interesse pela reflexão sobre fotografia.

Este será assunto a que irei voltar em breve, sobretudo porque é um tipo de reflexão que me interessa.

Agradeço desde já ao Miguel Coelho que apoiou e divulgou esta iniciativa.

Bibliografia:

Words without pictures
ed. Aperture

The photograph as contemporary art
Charlotte Cotton
ed. thames&hudson

Criticizing photographs
Terry Barrett
ed. Mcgraw-hill

On photography
Susan Sontag

25
Jan
11

Inauguração de “36 exposures” na Colorfoto

12
Set
10

Inauguração da exposição “Praha” de Paulo Pimenta

A inauguração da exposição do Paulo Pimenta na galeria Colorfoto onde sou responsável pela programação, correu bastante bem. Boa publicidade na rede, na imprensa e excelentes fotos foram sem dúvida os responsáveis pelo sucesso.

09
Set
10

“Praha” de Paulo Pimenta na Galeria Colorfoto

“A quem talvez não vejamos mais, ou talvez sim, porque a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.”
JOSÉ SARAMAGO

A Viagem do Elefante

“Tal como a música é barulho que faz sentido e um quadro é a cor que faz sentido, também uma história é vida que faz sentido.”
YANN MARTEL
Beatriz e Virgílio

São as minhas viagens, num percurso perdido pelas cidades, a minha procura por uma história vivida num certo momento, os silêncios, os olhares, as conquistas, e as despedidas, tudo se resume ao tempo, à memória a um simples adeus. Talvez um dia volte a procurar a Irina…

Paulo Pimenta

Quanto de ‘Praha’ é real e quanto é imaginário? Ao longo destas vinte e uma fotografias Paulo Pimenta conta-nos uma história e relata uma viagem, mas serão estas imagens o relato de algo real, no sentido de que aconteceu, ou são apenas o produto de um desejo do fotógrafo?

Não sei se será necessário conhecer a factualidade da história que estas fotografias nos conta tal como não é necessário conhecê-la num guião de cinema ou num livro, apenas nos deixamos levar pela história, transportados pelo enredo e pelo desejo de fuga ao real que nos rodeia; estas vinte e uma fotografia, cada uma delas um fotograma num pequeno filme contado em imagens estáticas – o que por si só garante uma liberdade interpretativa maior ao espectador – são a materialização de um momento parado num tempo, real ou imaginário. Somos seduzidos pelo que as fotografias nos mostram mas aquilo que nelas imaginamos é recompensa maior porque a partir do momento em que nos envolvemos na história ela passa a ser nossa também, diferente da história que Paulo Pimenta nos mostra, longe da sua realidade, verdadeira ou construída, e diferente também de qualquer outra interpretação. No entanto a acção mostra-se em movimento constante como se as personagens procurassem recuperar o tempo perdido ou correr contra o tempo que se esgota, até neste tempo de acção a nossa capacidade de imaginação é testada, como se para ver esta exposição seja condição necessária ser um sonhador e acreditar apaixonadamente, tal como Kafka, que a história seja real e conferir-lhe assim a condição de verdade.

mário venda nova




mário venda nova

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"eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

larry king

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

publicação de fotos

todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

recursos


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