Posts Tagged ‘gerês

26
Set
10

Adeus…

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23
Set
10

Em Vilarinho das Furnas ou como o Gerês está a arder lentamente…

Hoje fomos caminhar na mata da albergaria, o carro esse ficou no início do percurso. Pelo caminho não se encontrou um único caminhante mas carros vários, todos de matrícula portuguesa, o único carro de matrícula estrangeira que encontramos estava estacionado, tal e qual como o nosso, no início do percurso. É pena que poucas pessoas disfrutem deste percurso a pé. Do lado de Vilarinho das Furnas um incêndio, já neste ano, pura e simplesmente dizimou o mato todo até quase Brufe.

Esta zona era quase dominada por mato rasteiro mas mesmo assim é uma perda importante para o PNPG, é desolador ver os montes cobertos de preto, com as pedras enegrecidas pelas chamas e pelo fumo. Mas talvez o que me espantou mais foi ver no terreno que o fogo rondou o início da mata da albergaria e uma zona de pinheiro na margem da albufeira (junto à geira romana) ardeu por completo. É um panorama triste e, na minha opinião, é apenas o rosto vísivel do abandono a que o parque está votado pelas autoridades responsáveis pelo ambiente deste país. Mas estamos em Portugal e nada é de espantar… Tenho vontade de fotografar o máximo do parque porque acho que a continuar completamente abandonado como está não faltarão muitos anos para que as matas seculares sejam atingidas pelos incêndios – este ano rondaram esta mata e consumiram uma parte da de Cabril, tendo há cerca de cinco anos consumido parte da do Mezio.

A chuva obrigou-me a regressar à Vila do Gerês e a outra surpresa estava pelo caminho, regressamos pela estrada dos miradouros e que liga Campo do Gerês à Vila pela estrada antiga e estava tudo ardido…
Ou seja a mata da albergaria esteve cercada pelo fogo po ambos os lados dado que esta encosta é oposta à da albergaria. Neste trajecto está tudo ardido desde o miradouro de jucenda até à Vila, tudo é um enorme manto negro e aqui ardeu uma considerável área de floresta em grande parte constituída por pinheiro, o contraste entre o chão negro e o laranja das agulhas dos pinheiros é enorme o que ainda faz sobressair mais o cenário dantesco da encosta. No entanto a natureza renova-se e os fetos estão a despontar e o chão está cheios de flores de Crocus (açafrão). Mas o local vai precisar de uma intervenção forte do parque e aguardo o seu início, espero sinceramente que não deixem as mimosas invadir a encosta como já aliás está a acontecer junto à Vila.

E assim se passou o dia de hoje…

22
Set
10

Um pequeno olhar pelo Parque das Termas (Gerês)

Hoje apeteceu-me uma sesta a seguir ao almoço, aliás um pequeno descanso a seguir a uma das principais refeições do dia sempre me pareceu uma ideia fantástica. Mas tempo a dormir é tempo que não se gasta a passear, a apreciar a paisagem, lá está não há almoços grátis e para não desperdiçar uma boa tarde decidimos ir até ao Parque das Termas, ao fim ao cabo uma espécie de parque da cidade mas em ponto pequeno.
Para quem gosta de árvores é uma experiência a não perder, vários espécimes de porte bastante considerável, uma sequóia, um pinheiro chorão do Himalaias, vários plátanos e um eucalipto enorme são algumas das espécies espalhadas por uma área que se visita tranquilamente em cerca de 40 minutos. São razões mais do que suficientes para pagar o 1€ que custa a entrada. Se passar uns dias no gerês não perca a experiência de visitar o parque.

21
Set
10

Hoje…

Estrada Vila Gerês – Fafião – Cabril – Paradela

20
Set
10

Hoje…

Hoje vou adormecer assim e aqui…

14
Jan
08

Gerês – bloco de notas V.

pnpg005-1É bem capaz de ser um dos segredos mais bem guardados do PNPG, toda esta zona que vai da barragem da Caniçada até Pitões das Júnias. Uma natureza ainda bem preservada mas que neste outono quente sofreu bastante com os fogos; o planalto da Mourela tem fauna e flora para satisfazer os mais aventureiros que gostam de caminhar e fotografar.

Logo após chegar ao parque de estacionamento, junto ao cemitério, há que visitar o mosteiro de Pitões das Júnias e as suas ruínas.
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oeds1O mosteiro e a área envolvente são espectaculares e a paisagem não lhes fica atrás. O caminho desde o parque de estacionamento até ao mosteiro faz-se com relativa facilidade, embora seja uma descida/subida íngreme, mas a sua curta distância permite fazê-lo sem problemas de maior. Existe um outro caminho pelo outro lado, devidamente assinalado mas não me parece que seja muito diferente em termos de dificuldade, é mais uma hipótese. Ao lado do mosteiro corre um pequeno ribeiro que mais à frente se vai despenhar numa cascata imponente.

É aqui que o caminho para a cascata e para o mosterio bifurca, para a direita e por um caminho que parece à primeira vista tão fácil como o para o mosteiro segue-se para a cascata. O caminho é no princípio, fácil de percorrer mas passados algumas dezenas de metros começa o verdadeiro trekking: íngreme e interminável. A descida faz-se por um caminho de pedra solta e exigente, bom calçado é importante, e faz-se muito melhor quanto menor o calor; atinge-se depois uma zona de passadiços de madeira que por terem muitos degraus e pouco espaçados não é muito melhor do que o caminho anterior. E isto é a descida…

Mas quando chegamos ao fim, a vista vale todo o esforço. A cascata tem uma altura imponente e depois das chuvas de inverno está na sua força máxima, e esta é a vista do pequeno estrado onde termina o caminho, e mesmo sem uma boa máquina (lembrem-se que isto é um bloco de notas, uma moleskine electrónica se quiserem) vê-se que a cascata é dislumbrante. Neste dia (aliás como sempre que vou tirar apontamentos) levei os binóculos e pude ver com algum alcance a cascata. Mas para fotografar e dado o tipo de caminho, aconselho que viagem leves por isso um tripé, máquina e um bom zoom 70-200/2.8 são suficientes para trazer para casa boas fotografias. Acrescente-se a isto um cabo disparador, um filtro ND, água e algumas barras energéticas.
oeds-1Se viajarem num grupo grande podem sempre pedir a alguém que vos transporte uma objectiva tipo 300/2.8 ou então levem um tele-conversor 1.4x, dá sempre jeito dado que a cascata ainda fica distante do parapeito. Atenção ao final do trilho, nas zonas abertas e sem parapeito, porque os penhascos estão cobertos por vegetação densa e a altura parece pequena mas na realidade é enorme.

Bom passeio e boas fotografias. E agora é altura de subir e fazer o caminho inverso, haja fôlego e pernas para aguentar a subida. Existe um pequeno ribeiro logo que termina a subida dos passadiços de madeira onde se podem refrescar.

07
Nov
07

Gerês – bloco de notas IV.

pnpg004-1

Aqui está um passeio para se conhecer o melhor do Gerês em apenas um dia e ao mesmo tempo do Xurés (Espanha). Comece na vila do Gerês e siga pela estrada até à Portela do Homem, atravessando a Mata de Palheiros-Albergaria. Esteja atento aos vários ribeiros e rios que atravessam esta zona, além da extensa mancha de carvalhal, uma das mais antigas de Portugal. Após atravessar a fronteira e no caminho para Lóbios, tome atenção à geira romana que aqui tem um troço extenso e que pode ser percorrido a pé, junto a este caminho existe outro em sentido oposto que o leva até à Corga da Fecha, uma deslumbrante cascata e vale bem percorrer os quase dois quilómetros a pé para lá chegar. Logo a seguir tem Lóbios e as termas do Rio Caldo, umas nascentes de água quente onde pode tomar banho. Aproveite e esteja atento às placas que indicam a sede do parque Natural do Xurés e vá até lá e visione o vídeo de cerca de vinte minutos sobre todo o parque (não precisa de pedir para ver o vídeo, mal entra o convite é imediato).

Daqui siga para o Lindoso, onde se impõe uma visita aos espigueiros e ao castelo. Siga para o Soajo, aproveite as vistas sobre a serra e visite também aqui o núcleo de espigueiros. Atravesse para o Mezio e deslumbre-se com esta mata de carvalhal e com os monumentos megalíticos – isto se houver alguém que lhe abra as cancelas…, está neste momento a ser construída uma nova recepção e por esse facto a porta que existia aqui está encerrada.
Depois tome a estrada até à Peneda e aproveite para se maravilhar com a vista, pare num miradouro e aprecie a vista sobre o santuário da Srª. da Peneda, encravado na rocha. Pare no santuário, aproveite as vistas e coma porque o corpo precisa de descanso e de se alimentar, se por acaso se demorou um pouco mais e já é noite aproveite para dormir no Hotel da Peneda e peça para lhe darem um quarto com vista para a cascata…

Mas para terminar em beleza a nossa viagem nada como prosseguir em frente até Lamas de Mouro, onde deve visitar a porta do PNPG para recolher informações e pedir os pequenos guias dos trilhos da Adere. Siga a estrada até Castro Laboreiro, visite as pontes antigas e os vários pontos de interesse e prossiga até Espanha onde chega novamente perto de Lóbios. É só fazer o caminho de retorno até Portugal até ao ponto de partida, a vila do Gerês.

Se não conhece o Gerês este é um bom ponto de partida, não é absolutamente abrangente mas dá uma perspectiva razoável sobre o PNPG e a parte espanhola do Parque. Pode ficar a conhecer algumas das jóias do Parque e colmatar a informação sobre o mesmo. Pode, se assim desejar, ligar todos estes percursos através da estadia na zona da vila do Gerês e assim ficar durante uns dias para assim conhecer ainda melhor o PNPG. Ainda falta o último passeio, a zona do planalto da Mourela e o famoso mosteiro de Pitões das Júnias. Esse será publicado brevemente mas aproveite este outono primaveril e vá até ao Gerês, como afirmou o fotógrafo João Cosme na entrevista aqui publicada:

“Só conhecendo é que podemos proteger.”

Conheça e proteja o Parque Nacional da Peneda Gerês.

Links:
Hotel da Peneda.
Porta de Lamas de Mouro.




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