Posts Tagged ‘mário venda nova

08
Mar
11

Novo trabalho

© mário venda nova

Em todos os trabalhos existe uma altura em que é necessário dar o mesmo como finalizado, perceber que já não temos mais nada a acrescentar a não ser ruído e fechar o ciclo. Durante dois anos fotografei de forma extensiva as lagoas de Bertiandos, perto de Ponte de Lima; foi uma época mágica que me traz boas recordações mas cujo final era esperado. Hoje decidi fechar o círculo e publicar o resultado desse trabalho e aí está a minha visão pessoal sobre o local e as minhas recordações do mesmo.

É fotografia de natureza mas não esperem fotografia de natureza, o trabalho espelha não só as minhas memórias como também o local conforme o recordo e o vivi, de forma intensa, solitária em grande parte das vezes, um local em permanente transformação. Dissociar Bertiandos de uma natureza intervencionada é quase impossível de ser feito sem ignorar que hoje a natureza tem tanto ou mais intervenção humana do que natural propriamente dita, Bertiandos é um reflexo disso, cercada de campos agrícolas, “enterrada” no meio de aldeias, cravejada de eucaliptos plantados para absorver o excesso de água dos pântanos de tal forma que hoje são essas árvores que ameaçam a sobrevivência desta área natural.
A+A é um reflexão sobre o estado deste local, dividida entre o azul do início do dia e o amarelo do entardecer, pontuado pelo preto&branco da sombra da floresta. Esta é a minha visão…

31
Jan
11

A história por trás da imagem…

© mário venda nova

Sempre que vou fotografar as inaugurações da Mundo Fantasma saio de lá com uma boa fotografia, não sei se é do ambiente criativo, se é culpa da conversa sempre afiada do José Rui mas é um facto que tenho feito algumas boas fotografias lá.
Esta foi uma revelação, quando a tirei os reflexos não eram tão evidentes mas o olhar da rapariga atraiu-me de tal forma que não resisti. As camadas evidentes na fotografia são o seu ponto forte, a rapariga é a tela onde se projecta o que se passa em frente; ao mesmo tempo o seu olhar triste e melancólico contrasta com a alegria que se vive dentro do reflexo.

É talvez uma das minhas fotografias favoritas…

19
Dez
10

Chegou aquela altura do ano…

Mais um ano que passa e os habituais balanços anuais impõem-se. Ao contrário de outros anos passo esse hábito e avanço directo para 2011, aproveito já para desejar a todos os que me acompanham um feliz natal e um excelente 2011!

Fast foward para 2011 então! já que 2010 foi parco em trabalho por aqui e na fotografia.
Estou a preparar em 2011 algumas iniciativas a anunciar em breve mas de todas a mais importante será a realização de um concurso em moldes a anunciar mas que posso já adiantar que terá curso durante todo o ano de 2011 e cujo vencedor terá direito a um prémio monetário…
Se os astros se alinharem é possível ainda que apareça ligado a algumas iniciativas que considero interessantes mas mais do que isso importantes. Aguardem novidades portanto…

Assim termino desejando a todos os leitores um feliz natal e um excelente 2011!!
Até já!

25
Nov
10

Inverno azul – novo projecto


O que acontece aos sítios e aos equipamentos de utilização sazonal quando não estão em uso? Qual a utilização que fazemos dos equipamentos/locais fora da sua época habitual de uso?

São estas as perguntas que me levaram a este novo projecto ‘inverno azul‘, as fotografias que o compõem lidam com estas questões mas sobretudo com o esquecimento e com o facto de tudo parecer ter a sua época, a sua própria data de validade anual.

Com base num pequeno poema de Robert Francis (Winter blue, reproduzido na sinopse do projecto) e produzido quase integralmente em filme 35mm e com recurso a máquinas analógicas, marca também a minha estreia na utilização de material Canon nomeadamente uma Canon EOS 1n e duas lentes, a EF28/2.8 e a EF50/1.8; este projecto é assim o meu retorno ao suporte analógico, não por nostalgia mas pelo facto de gostar bastante do Kodak Portra 400nc e achar o look deste filme absolutamente essencial ao tom que pretendo imprimir ao projecto. Também uso Kodak Ektar 100 – com boas condições de luz – e Ektachrome E200 quando pretendo cores mais saturadas.
Da lista de equipamento também faz parte uma Nikon F100, uma Nikon F5, uma AFS 16-35/f4 VR G ED e uma AFD 50/1.4.

Já estão disponíveis no fotoblogue uma série de fotografias com edição mínima, tiradas directamente do scanner e cuja resolução para visualização na web é suficiente. A fase seguinte passa por conseguir digitalizar as melhores fotografias com qualidade aceitável para imprimir em A3…

Winter blue

Winter uses all the blues there are.
One shade of blue for water, one for ice,
Another blue for shadows over snow.
The clear or cloudy sky uses blue twice-
Both different blues. And hills row after row
Are colored blue according to how far.
You know the bluejay’s double-blur device
Shows best when there are no green leaves to show.
And Sirius is a winterbluegreen star.

02
Nov
10

Depois da pausa

Depois de uma curta pausa para reorganização, o regressso. Lento aviso desde já.
Após alguma hesitação arrisquei a entrada no Facebook – quem estiver lá pode sempre encontrar-me através da página – e com a ligação do WordPress ao Facebook é possível estar sempre atento ao que aqui se passa. Não substitui um blogue mas é um excelente complemento.
No fotoblogue as coisas estão de vento em popa, novos projectos mas sobretudo a organização de um conjunto de projectos que andavam pela gaveta e iniciados mas sem continuação. O projecto sobre Bertiandos está numa fase final e finalmente encaminha-se num sentido que me agrada bastante. Foi um projecto que me acompanhou nos últimos três, quatro anos e começo a sentir saudades dos fins de semana que lá passei a fotografar mas acaba-se um e inicia-se outro…

07
Out
10

O mundo naquele verão

© mário venda nova

Adeus – disse a raposa. – Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…

O Principezinho, Saint-Exupéry

O verão chegou ao fim, quente de incêndios devastadores, a canícula apertou e Portugal foi a banhos. A crise continuou na ordem do dia e foi tema para tv, jornais e conversas de café, no entanto as viagens para paragens mais tropicais esgotaram, paradigmas de um país meio-perdido à procura de uma saída…

Mas entretanto o outono regressa devagar e o tempo de tirar a máquina fotográfica da gaveta e de recomeçar a fotografar chegou.
Ao contrário do habitual este verão fotografei bastante mas com um twist: fiz quase tudo em filme; a preto&branco, a cores, com máquinas profissionais e com máquinas de plástico, tudo serviu para fotografar. Este uso de equipamento diverso tem como resultado imagens com estéticas muito diferentes, uma fotografia saída de uma Lomo Holga não é igual a um outra saída de uma Nikon D200 ou de uma Canon 5D mas a grande força desta abordagem está precisamente aí. Tal como a técnica mixed media (wiki) em pintura o objectivo é o de utilizar técnicas diferentes com a diferença de que na pintura as diferentes técnicas são usadas na mesma obra e aqui são usadas ao longo de um projecto.
Gosto da rugosidade do filme e das suas pequenas imperfeições ao contrário da perfeição analítica do digital mas isto não quer dizer que não gosto de usar uma boa máquina digital, hoje uma boa máquina profissional em bom estado (Nikon F4, F5, Canon EOS 1v, 1n) usada no eBay e um scanner novo custam menos ou o mesmo que uma máquina digital média nova e o resultado final é completamente diferente. Tem também crescido o meu apreço por máquinas lo-fi e cá em casa andam três: uma Lomo Holga, uma Konex MF-505 e uma Chinon Auto GL-AF, estas duas últimas foram ofertas recentes.

Já aqui disse e volto a afirmar: a fotografia de natureza precisa de se reinventar. Olhando para o que é hoje a fotografia de natureza vemos, com mais ou menos regularidade, duas ou três premissas: rigor técnico, alta resolução e estagnação criativa; esta é, como é natural, a minha opinião, estejam à vontade para discordar. Para mim é talvez mais importante reinventar a minha fotografia de natureza para a tornar mais pessoal e reveladora daquilo que na realidade pretendo transmitir. Não consigo escapar a uma certa formação, ou se quiserem formatação, visual que advém do meu trabalho de artes plásticas onde existia essa rugosidade que tanto gosto nos suportes em filme, cada tela era trabalhada em layers, em camadas sucessivas que sugeriam mais do que mostravam. Eram telas enormes – mínimo 90×90 – pintadas a acrílico, camada sobre camada sem recorrer ao pincel, a tinta era atirada, esfregada, raspada, escorrida, lavada e pintada, sendo que muitas tinham textos escritos a pastel de óleo e quase todas continham colagens. É precisamente esse espírito DIY que quero passar às minhas fotos, aos meus projectos. E para isso gosto de ferramentas lo-fi para trabalharem ao lado das mais recentes tecnologias digitais. Uma espécie de Do It Yourself de ferramentas básicas e baratas, cujo destino seria o lixo ou o fundo de uma gaveta; um conto de fantasia onde o cavaleiro corre não para salvar a donzela mas para resgatar a máquina compacta de dez dólares do contentor do lixo. Um mundo de sonho onde será possível gostar de uma boa fotografia feita com o coração e uma máquina de trinta euros e ao mesmo tempo apreciar uma outra feita com uma máquina de milhares de euros.

É preciso não perder a capacidade de sonhar. E já agora não perder a capacidade de ver com o coração como o Principezinho…

© mário venda nova

15
Jul
10

Inauguração da exposição ‘O fogo e o gelo’




mário venda nova

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tlm 965 275 830

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"eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

larry king

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

publicação de fotos

todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

recursos


Loja 'o elogio' na Amazon
[larga variedade de livros de e sobre fotografia. se comprar via este link recebo uma pequena percentagem.]

Loja 'o elogio' na Amazon.com (EUA)
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Monochrom
[loja boutique, com artigos que não se encontram noutras lojas. os pápeis de impressão fine-art são bons.]

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