Posts Tagged ‘nikon D200

28
Abr
09

limpeza do sensor.

Daqui…limpeza-2…até aqui…limpeza-1…numa hora.
As duas imagens que vêem são imagens do sensor aps-c da Nikon D200 antes e depois de ser limpo, apesar das diferenças do balanço dos brancos é notório o lixo no primeiro fotograma. Limpar esta borrada demorou-me uma hora e várias limpezas com vários produtos:
1) um soprador de ar para desalojar as partículas menos agarradas ao sensor;
2) um pincel Artic Butterfly da VisibleDust para remover aquilo que o soprador não conseguiu desalojar;
3) um conjunto GreenClean;
4) resmas de paciência;
5) muita calma;
6) e uma dúzia (certa) de fotografias.

Como vêem há mais na fotografia do que imaginam…

03
Mar
09

vibração do espelho da nikon d200.

mirror-slap-11
mirror-slapA imagem A não tem diferença nenhuma da imagem B em termos de velocidade de obturador ou de abertura do diafragma mas se olharmos bem para as duas imagens nota-se que a A está visivelmente tremida. Dado que ambas foram tiradas em cima de um tripé e com tudo bem seguro, o que faz com que uma esteja tremida e inutilizada e a outra esteja perfeita?

Desde que investi numa AF-S VR Zoom-Nikkor 70-200mm f/2.8G IF-ED e numa AF-S VR Nikkor 300mm f/2.8G IF-ED que noto esta tendência da D200 em apresentar imagens que não são aceitáveis, mesmo que sejam, efectuadas em cima de um tripé e perfeitamente seguras. Decidi investigar…
Primeiro notei que isto só acontece com teleobjectivas e com velocidades de obturador entre os 1/5 seg. e os 1/60 seg., acima ou abaixo destas velocidades o problema desaparece gradualmente; também noto que acontece precisamente em objectivas que estejam fixas ao tripé por um ‘pé’ de apoio próprio e não através da máquina. Após alguns testes descobri o culpado: o espelho da máquina. O espelho tem um mecanismo que o faz subir para que a luz atinga o sensor/filme no momento em que o obturador se abre – e daí tudo ficar escuro se estamos a olhar pela ocular da máquina – e logo que este se fecha o faz retornar à sua posição inicial. É precisamente este movimento, sobretudo o de subida, que transmite uma vibração à máquina que por sua vez o transmite à lente e o resultado final é uma imagem tremida. Nem mesmo com o recurso ao retardador se elimina o problema, a única solução é comprar um cabo disparador e utilizar o ‘mirror lock-up’, o problema é que esta solução acarreta investimento num artigo que as marcas – especialmente a Nikon – gostam de cobrar à grande…
Espero que o problema esteja minimizado nas novas Nikon, se houver por ai alguém que já tenha sentido o mesmo problema noutros modelos da marca, agradeço o vosso feedback.

Mas parece-me que o espelho não é o único culpado, de facto numa teleobjectiva fixa pelo colar de tripé e não pela máquina, este deveria ser suficientemente estável para suportar a lente e não deixar que a mesma vibre com facilidade mas num mundo onde o design – o desenho das peças mas também a forma que funcionam – e o controle de qualidade estão a ser cada vez mais descurados pelas marcas já nada me espanta. Espanta-me que a Nikon cobre cerca de 1.800€ por um zoom profissional que depois ostenta falhas deste tipo na sua concepção e já nem falo na AF-S VR Nikkor 300mm f/2.8G IF-ED onde este tipo de problema nem deveria surgir logo à partida. O problema não se deve só à má concepção do espelho da D200 mas também ao insuficiente isolamento do colar de tripé destas lentes, juntos fazem um mix explosivo que ‘rebenta’ nas mãos dos compradores mal começam a explorar o equipamento que têm. Não existe técnica milagrosa que resista a isto e muitas vezes chega-se a casa com um dia de fotografias que vão direitinhas para o lixo porque objectivamente têm falhas técnicas que as inutiliza. A solução está na captura em procurar situações com boa luz que permitam usar a lente com velocidades de obturação elevadas ou segura na mão com o VR ligado, como se pode ver na imagem C ou usar a técnica ‘prescrita’ de utilizar o ‘mirror lock-up’ e cabo. E ter muita paciência no terreno e, já gora, tempo para verificar as imagens realizadas antes de sair do local. Com as máquinas mais recentes a solução passa também por subir o ISO para poder usar velocidades de obturação mais elevadas, mas repito que isto são soluções para um problema que nem deveria existir nestas lentes.

serra-da-cabreira-88

Entretanto para os utilizadores da D200 e que se querem aventurar em fotografia lenta com teleobjectivas já sabe a solução: ‘mirror lock-up’ e cabo disparador. E não caiam na tentação de ligar o VR (Vibration Reduction) com a máquina ou lente fixa num tripé porque esta combinação exacerba ainda mais o problema.

Dados técnicos (crops a 100%):
A) Nikon D200 + AF-S VR Zoom-Nikkor 70-200mm f/2.8G IF-ED / f10 e 1/4 seg / temporizador / tripé gitzo + rótula Acratech.
B) Nikon D200 + AF-S VR Zoom-Nikkor 70-200mm f/2.8G IF-ED / f10 e 1/5 seg / mirror lock-up – cabo Nikon MC30 / tripé gitzo + rótula Acratech.
C) Nikon D200 + AF-S VR Zoom-Nikkor 70-200mm f/2.8G IF-ED / f5.6 e 1/320 seg / VR.




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