Posts Tagged ‘poesia

05
Maio
11

Flood: years of Solitude

To the one who sets a second place at the table anyway.

To the one at the back of the empty bus.

To the ones who name each piece of stained glass projected on a white wall.

To anyone convinced that a monologue is a conversation with the past.

To the one who loses with the deck he marked.

To those who are destined to inherit the meek.

To us.

Dionisio D. Martínez

04
Nov
09

Medo.

Quem dorme à noite comigo?
É meu segredo, é meu segredo!
Mas se insistirem, desdigo.
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo!

E cedo, porque me embala
Num vaivém de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.

Que farei quando, deitado,
Fitando o espaço vazio,
Grita no espaço fitado
Que está dormindo a meu lado,
Lázaro e frio?

Gritar? Quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim?
Gostava até de matar-me.
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.

Reinaldo Ferreira (1922-1959)

14
Maio
09

I measure every grief…

I measure every Grief I meet
With narrow, probing, Eyes –
I wonder if It weighs like Mine –
Or has an Easier size.

I wonder if They bore it long –
Or did it just begin –
I could not tell the Date of Mine –
It feels so old a pain –

I wonder if it hurts to live –
And if They have to try –
And whether – could They choose between –
It would not be – to die –

I note that Some – gone patient long –
At length, renew their smile –
An imitation of a Light
That has so little Oil –

I wonder if when Years have piled –
Some Thousands – on the Harm –
That hurt them early – such a lapse
Could give them any Balm –

Or would they go on aching still
Through Centuries of Nerve –
Enlightened to a larger Pain –
In Contrast with the Love –

The Grieved – are many – I am told –
There is the various Cause –
Death – is but one – and comes but once –
And only nails the eyes –

There’s Grief of Want – and grief of Cold –
A sort they call “Despair” –
There’s Banishment from native Eyes –
In Sight of Native Air –

And though I may not guess the kind –
Correctly – yet to me
A piercing Comfort it affords
In passing Calvary –

To note the fashions – of the Cross –
And how they’re mostly worn –
Still fascinated to presume
That Some – are like My Own –

Emily Dickinson




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