Posts Tagged ‘produção fotográfica

19
Maio
11

Fuji X100 no “In Every Light”

Já é possível ler no In every light um teste intensivo à nova Fuji X100. Antes de ir aos detalhes gostaria de agradecer à D. Teresa Fonseca e ao Sr. Pedro Rangel da Fujifilm Portugal por me cederem a X100 durante alguns dias para teste, gostaria também de agradecer ao Bruno Freitas da loja Colorfoto no Porto por me ter posto em contacto com a Fuji, a todos os meus agradecimentos pela oportunidade que me concederam para testar a máquina. Em relação à X100 o que dizer? Para isso basta dirigirem-se ao In every light para saberem, sem levantar muito o véu apenas posso dizer que a máquina tem excelente qualidade…

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02
Maio
11

In every light

Nesta ausência momentânea aqui no blogue estive activo noutras frentes, uma das quais a remodelação do fotoblogue agora para albergar não só as minhas fotos mas também alguns artigos sobre técnica e para o facto foi criada uma rubrica própria para o efeito. Aproveitei para o alojar num domínio próprio (www.ineverylight.com) e assim personalizar ainda mais esse blogue, o tema é do WordPress e aguardo um tema premium para fotoblogues mas gosto bastante do actual. O link na barra lateral aqui mesmo ao lado foi actualizado e sempre que se justificar irei efectuar ligações directas para lá.
A opção de mover o trabalho pessoal para outro local online vem pura e simplesmente no seguimento do trabalho de divulgação e curadoria online que venho mantendo aqui neste blogue e prefiro separar as águas de molde a não surgirem questões sobre o que é o quê.

Noutra nota pessoal acrescento as minhas últimas experiências com equipamento low-fi, nomeadamente com máquinas Polaroid e Fujifilm instantâneas. Para verem no fotoblogue caso desperte a vossa curiosidade.

Fico a aguardar a vossa visita.

23
Fev
11

O dilema de uma opção ou a incerteza da curadoria…

Se acompanharam este blogue nas últimas semanas repararam que tenho publicado diversos trabalhos de fotógrafos e cuja selecção não foi aleatória, existe uma clara opção da minha parte em expor aqui esses trabalhos em detrimento de outros. Podemos entender essa publicação como uma espécie de curadoria online onde eu como “comissário” faço opções que depois se tornam públicas e visíveis aqui. É para mim uma claríssima linha de trabalho para este blogue, na galeria Colorfoto isso já está implícito, como espaço de exposição online, de análise e ou crítica. A parte da crítica é efectuada antes da publicação pelo é natural que sejam publicados apenas trabalhos que considero bons. É um facto que assim será tudo bom mas não vejo validade nenhuma em publicar trabalhos cujo interesse – mais uma vez na minha perspectiva de curadoria online – é menor face aos que aqui são publicados, assim nem tudo é bom, o mau é que já ficou pelo caminho… Pontualmente será de interesse para determinado tópico fazer essa abordagem bom versus mau mas como linha de publicação serão apenas publicados bons trabalhos.

Mas em termos de curadoria/comissariado o que é que eu procuro?
Resposta: projectos e séries. Existe algo que eu definitivamente não procuro: fotografias desconexas, sem ligação, por muito bonitas que sejam, se me cruzar com um trabalho composto exclusivamente por um grupo de boas fotos mas cuja ligação não existe eu prefiro não expor. E assim passo aos projectos e às séries.

Projectos
A ideia de projecto pressupõe uma ideia e partindo dessa estrutura um conjunto de fotografias é organizado desde a captura, passando pela edição até à selecção final. Para mim um bom projecto deve ter uma organização inteligente e deve estar estruturado com principio, meio e fim. Os melhores projectos colocam questões, intrigam os espectador e fornecem algumas respostas mas sem o anunciar, são também introspectivos no sentido de que dão corpo a uma série de interrogações que o artista tem e para as quais procura respostas. O seu projecto é uma reacção a uma ideia mas também a uma série de questões que o fotógrafo tem.
Dito isto não gosto de projectos demasiado introspectivos ou que abordam com demasiada proximidade a vida do próprio fotógrafo, não gosto muito do conceito voyeurista que alguma fotografia expõe, nada contra é apenas uma posição pessoal.
Um bom projecto tem sempre um fim, uma finalidade para o qual foi preparado: uma exposição, um livro, uma galeria online. O conjunto dessas finalidades constituiu o portfolio de determinado projecto.

Série
A série é um conceito muito interessante do ponto de vista estético. A série é um conjunto de fotografias cuja ligação é imediatamente reconhecida pelo espectador dado que abordam todas os mesmo tema, talvez o exemplo mais reconhecível sejam as fotografias dos Becher. Os Becher recolheram durante anos fotografias sobre vários tipos de instalações industriais na Alemanha e durante as suas aulas influenciaram diversos alunos que seguindo o exemplo deles se dedicaram à serialização de vários temas, Simone Nieweg fez uma série interessante sobre hortas comunitárias.
Na série a ligação é o tema mas também a parte visual, quando mais idênticas são as fotografias mais coesa se torna a série. O risco é maior do que no projecto dado uma má opção invalida a série inteira, o erro paga-se caro aqui. Gosto muito das séries que abordam os temas do quotidiano – paragens de autocarros, contentores do lixo, parques de estacionamento, etc. -, equipamentos cujo uso quotidiano os torna “invisíveis” aos nossos olhos.

A curadoria, online ou não, significa escolher e isso pressupõe excluir (mas isso está inerente à tarefa), o que coloca uma pressão enorme nas escolhas que publico aqui mas assumo o risco e as escolhas. Espero assim contribuir com uma selecção muito interessante de trabalhos acima da média, cuja relevância para a fotografia actual seja importante. Estou como sempre aberto a sugestões e críticas.

31
Jan
11

A história por trás da imagem…

© mário venda nova

Sempre que vou fotografar as inaugurações da Mundo Fantasma saio de lá com uma boa fotografia, não sei se é do ambiente criativo, se é culpa da conversa sempre afiada do José Rui mas é um facto que tenho feito algumas boas fotografias lá.
Esta foi uma revelação, quando a tirei os reflexos não eram tão evidentes mas o olhar da rapariga atraiu-me de tal forma que não resisti. As camadas evidentes na fotografia são o seu ponto forte, a rapariga é a tela onde se projecta o que se passa em frente; ao mesmo tempo o seu olhar triste e melancólico contrasta com a alegria que se vive dentro do reflexo.

É talvez uma das minhas fotografias favoritas…

25
Nov
10

Inverno azul – novo projecto


O que acontece aos sítios e aos equipamentos de utilização sazonal quando não estão em uso? Qual a utilização que fazemos dos equipamentos/locais fora da sua época habitual de uso?

São estas as perguntas que me levaram a este novo projecto ‘inverno azul‘, as fotografias que o compõem lidam com estas questões mas sobretudo com o esquecimento e com o facto de tudo parecer ter a sua época, a sua própria data de validade anual.

Com base num pequeno poema de Robert Francis (Winter blue, reproduzido na sinopse do projecto) e produzido quase integralmente em filme 35mm e com recurso a máquinas analógicas, marca também a minha estreia na utilização de material Canon nomeadamente uma Canon EOS 1n e duas lentes, a EF28/2.8 e a EF50/1.8; este projecto é assim o meu retorno ao suporte analógico, não por nostalgia mas pelo facto de gostar bastante do Kodak Portra 400nc e achar o look deste filme absolutamente essencial ao tom que pretendo imprimir ao projecto. Também uso Kodak Ektar 100 – com boas condições de luz – e Ektachrome E200 quando pretendo cores mais saturadas.
Da lista de equipamento também faz parte uma Nikon F100, uma Nikon F5, uma AFS 16-35/f4 VR G ED e uma AFD 50/1.4.

Já estão disponíveis no fotoblogue uma série de fotografias com edição mínima, tiradas directamente do scanner e cuja resolução para visualização na web é suficiente. A fase seguinte passa por conseguir digitalizar as melhores fotografias com qualidade aceitável para imprimir em A3…

Winter blue

Winter uses all the blues there are.
One shade of blue for water, one for ice,
Another blue for shadows over snow.
The clear or cloudy sky uses blue twice-
Both different blues. And hills row after row
Are colored blue according to how far.
You know the bluejay’s double-blur device
Shows best when there are no green leaves to show.
And Sirius is a winterbluegreen star.

02
Nov
10

Depois da pausa

Depois de uma curta pausa para reorganização, o regressso. Lento aviso desde já.
Após alguma hesitação arrisquei a entrada no Facebook – quem estiver lá pode sempre encontrar-me através da página – e com a ligação do WordPress ao Facebook é possível estar sempre atento ao que aqui se passa. Não substitui um blogue mas é um excelente complemento.
No fotoblogue as coisas estão de vento em popa, novos projectos mas sobretudo a organização de um conjunto de projectos que andavam pela gaveta e iniciados mas sem continuação. O projecto sobre Bertiandos está numa fase final e finalmente encaminha-se num sentido que me agrada bastante. Foi um projecto que me acompanhou nos últimos três, quatro anos e começo a sentir saudades dos fins de semana que lá passei a fotografar mas acaba-se um e inicia-se outro…

07
Out
10

O mundo naquele verão

© mário venda nova

Adeus – disse a raposa. – Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…

O Principezinho, Saint-Exupéry

O verão chegou ao fim, quente de incêndios devastadores, a canícula apertou e Portugal foi a banhos. A crise continuou na ordem do dia e foi tema para tv, jornais e conversas de café, no entanto as viagens para paragens mais tropicais esgotaram, paradigmas de um país meio-perdido à procura de uma saída…

Mas entretanto o outono regressa devagar e o tempo de tirar a máquina fotográfica da gaveta e de recomeçar a fotografar chegou.
Ao contrário do habitual este verão fotografei bastante mas com um twist: fiz quase tudo em filme; a preto&branco, a cores, com máquinas profissionais e com máquinas de plástico, tudo serviu para fotografar. Este uso de equipamento diverso tem como resultado imagens com estéticas muito diferentes, uma fotografia saída de uma Lomo Holga não é igual a um outra saída de uma Nikon D200 ou de uma Canon 5D mas a grande força desta abordagem está precisamente aí. Tal como a técnica mixed media (wiki) em pintura o objectivo é o de utilizar técnicas diferentes com a diferença de que na pintura as diferentes técnicas são usadas na mesma obra e aqui são usadas ao longo de um projecto.
Gosto da rugosidade do filme e das suas pequenas imperfeições ao contrário da perfeição analítica do digital mas isto não quer dizer que não gosto de usar uma boa máquina digital, hoje uma boa máquina profissional em bom estado (Nikon F4, F5, Canon EOS 1v, 1n) usada no eBay e um scanner novo custam menos ou o mesmo que uma máquina digital média nova e o resultado final é completamente diferente. Tem também crescido o meu apreço por máquinas lo-fi e cá em casa andam três: uma Lomo Holga, uma Konex MF-505 e uma Chinon Auto GL-AF, estas duas últimas foram ofertas recentes.

Já aqui disse e volto a afirmar: a fotografia de natureza precisa de se reinventar. Olhando para o que é hoje a fotografia de natureza vemos, com mais ou menos regularidade, duas ou três premissas: rigor técnico, alta resolução e estagnação criativa; esta é, como é natural, a minha opinião, estejam à vontade para discordar. Para mim é talvez mais importante reinventar a minha fotografia de natureza para a tornar mais pessoal e reveladora daquilo que na realidade pretendo transmitir. Não consigo escapar a uma certa formação, ou se quiserem formatação, visual que advém do meu trabalho de artes plásticas onde existia essa rugosidade que tanto gosto nos suportes em filme, cada tela era trabalhada em layers, em camadas sucessivas que sugeriam mais do que mostravam. Eram telas enormes – mínimo 90×90 – pintadas a acrílico, camada sobre camada sem recorrer ao pincel, a tinta era atirada, esfregada, raspada, escorrida, lavada e pintada, sendo que muitas tinham textos escritos a pastel de óleo e quase todas continham colagens. É precisamente esse espírito DIY que quero passar às minhas fotos, aos meus projectos. E para isso gosto de ferramentas lo-fi para trabalharem ao lado das mais recentes tecnologias digitais. Uma espécie de Do It Yourself de ferramentas básicas e baratas, cujo destino seria o lixo ou o fundo de uma gaveta; um conto de fantasia onde o cavaleiro corre não para salvar a donzela mas para resgatar a máquina compacta de dez dólares do contentor do lixo. Um mundo de sonho onde será possível gostar de uma boa fotografia feita com o coração e uma máquina de trinta euros e ao mesmo tempo apreciar uma outra feita com uma máquina de milhares de euros.

É preciso não perder a capacidade de sonhar. E já agora não perder a capacidade de ver com o coração como o Principezinho…

© mário venda nova




mário venda nova

contactos:

tlm 965 275 830

skype: elogiodasombra

"eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

larry king

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

publicação de fotos

todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

recursos


Loja 'o elogio' na Amazon
[larga variedade de livros de e sobre fotografia. se comprar via este link recebo uma pequena percentagem.]

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[igual ao link acima mas para a loja da Amazon EUA, de todas as compras continuo a receber uma pequena percentagem.]

Monochrom
[loja boutique, com artigos que não se encontram noutras lojas. os pápeis de impressão fine-art são bons.]

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