Archive for the 'ensaios' Category

23
Fev
11

O dilema de uma opção ou a incerteza da curadoria…

Se acompanharam este blogue nas últimas semanas repararam que tenho publicado diversos trabalhos de fotógrafos e cuja selecção não foi aleatória, existe uma clara opção da minha parte em expor aqui esses trabalhos em detrimento de outros. Podemos entender essa publicação como uma espécie de curadoria online onde eu como “comissário” faço opções que depois se tornam públicas e visíveis aqui. É para mim uma claríssima linha de trabalho para este blogue, na galeria Colorfoto isso já está implícito, como espaço de exposição online, de análise e ou crítica. A parte da crítica é efectuada antes da publicação pelo é natural que sejam publicados apenas trabalhos que considero bons. É um facto que assim será tudo bom mas não vejo validade nenhuma em publicar trabalhos cujo interesse – mais uma vez na minha perspectiva de curadoria online – é menor face aos que aqui são publicados, assim nem tudo é bom, o mau é que já ficou pelo caminho… Pontualmente será de interesse para determinado tópico fazer essa abordagem bom versus mau mas como linha de publicação serão apenas publicados bons trabalhos.

Mas em termos de curadoria/comissariado o que é que eu procuro?
Resposta: projectos e séries. Existe algo que eu definitivamente não procuro: fotografias desconexas, sem ligação, por muito bonitas que sejam, se me cruzar com um trabalho composto exclusivamente por um grupo de boas fotos mas cuja ligação não existe eu prefiro não expor. E assim passo aos projectos e às séries.

Projectos
A ideia de projecto pressupõe uma ideia e partindo dessa estrutura um conjunto de fotografias é organizado desde a captura, passando pela edição até à selecção final. Para mim um bom projecto deve ter uma organização inteligente e deve estar estruturado com principio, meio e fim. Os melhores projectos colocam questões, intrigam os espectador e fornecem algumas respostas mas sem o anunciar, são também introspectivos no sentido de que dão corpo a uma série de interrogações que o artista tem e para as quais procura respostas. O seu projecto é uma reacção a uma ideia mas também a uma série de questões que o fotógrafo tem.
Dito isto não gosto de projectos demasiado introspectivos ou que abordam com demasiada proximidade a vida do próprio fotógrafo, não gosto muito do conceito voyeurista que alguma fotografia expõe, nada contra é apenas uma posição pessoal.
Um bom projecto tem sempre um fim, uma finalidade para o qual foi preparado: uma exposição, um livro, uma galeria online. O conjunto dessas finalidades constituiu o portfolio de determinado projecto.

Série
A série é um conceito muito interessante do ponto de vista estético. A série é um conjunto de fotografias cuja ligação é imediatamente reconhecida pelo espectador dado que abordam todas os mesmo tema, talvez o exemplo mais reconhecível sejam as fotografias dos Becher. Os Becher recolheram durante anos fotografias sobre vários tipos de instalações industriais na Alemanha e durante as suas aulas influenciaram diversos alunos que seguindo o exemplo deles se dedicaram à serialização de vários temas, Simone Nieweg fez uma série interessante sobre hortas comunitárias.
Na série a ligação é o tema mas também a parte visual, quando mais idênticas são as fotografias mais coesa se torna a série. O risco é maior do que no projecto dado uma má opção invalida a série inteira, o erro paga-se caro aqui. Gosto muito das séries que abordam os temas do quotidiano – paragens de autocarros, contentores do lixo, parques de estacionamento, etc. -, equipamentos cujo uso quotidiano os torna “invisíveis” aos nossos olhos.

A curadoria, online ou não, significa escolher e isso pressupõe excluir (mas isso está inerente à tarefa), o que coloca uma pressão enorme nas escolhas que publico aqui mas assumo o risco e as escolhas. Espero assim contribuir com uma selecção muito interessante de trabalhos acima da média, cuja relevância para a fotografia actual seja importante. Estou como sempre aberto a sugestões e críticas.

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02
Nov
09

De tanto pensar, a minha inspiração acabou…

Têm sido dias calmos aqui no blogue, feitos há medida de um tempo que custa a passar. Mas não foi isso que me levou a escrever este artigo mas sim o trabalho, o trabalho fotográfico.
Trabalhar como comissário na galeria Colorfoto tem sido fantástico mas também tem servido para colocar o meu próprio trabalho em perspectiva e questionar métodos de trabalho em fotografia. E se calhar voltamos ao meu tema favorito: objectivos. Objectivos qualitativos e quantitativos, claros, mensuráveis e realizáveis.

Sair para o campo sabendo o quê, como e porquê. Sobretudo para quê: um livro, uma exposição – individual ou colectiva, um concurso ou publicação. Sem isto claro na cabeça, fotografar porquê? Não falo de amadores mas de profissionais dos que não vivem da fotografia, semi-profissionais se quiserem melhor definição. Arrastar equipamento monte acima e abaixo, para fazer o que já foi feito milhares de centenas de vezes? Parece pouco e de facto é…
O que é hoje a fotografia de natureza? Como exprimir contemporaniedade num género tão cliché como a fotografia de natureza? Como não parecer tão século XIX, tão pictorialista ou tão ‘straight photography’? Desafios, desafios…

Desde já: não ler revistas/livros/sítios web dedicados em exclusivo à fotografia de natureza. Ler sobre fotografia, ver fotografia e comprar fotografia. Ler as revistas Aperture, C, Source ou Eyemazing. Ver exposições, onde quer que elas estejam, procurar, ver, apreciar, gostar ou não, analisar. Comprar impressões na Troika, na galeria Colorfoto ou na 20×200.
Ter prazer em folhear um livro de um fotógrafo que se desconhece, descobrir imagens de um género que não faz o nosso género, olhar e procurar ver o que está para além do olhar, descobrir o que faz uma boa fotografia.

Ver o Adams através do contexto, ver o Adams através de um olhar crítico, venerar o Adams por ter sido tão bom no seu tempo e ainda ser bom hoje. Olhar para o Adams como símbolo de um modelo que teve o seu tempo, que não pode ser transposto para o hoje sem que o ontem não venha agarrado a ele como uma segunda pele. Olhar para o Adams e perceber como trabalhava e porquê. Olhar para o Adams e perceber que perpetuar um tipo de imagem, de trabalho, não é homenagear é copiar. É entender que os Joy Division foram os Joy Division no seu tempo e que os Editors são apenas uma pálida imagem do que foram os Joy Divison, uma cópia sem sentido mais nenhum do que apenas fazer mais do mesmo na esperança de que ninguém dê conta de que a fórmula afinal de contas não é nova. Não me entendam mal, Adams e Joy Division foram geniais no seu tempo e as suas obras conseguem o raro feito de perdurarem no tempo como referências nos respectivos ramos da arte. Duvido é da pretensão de os fazer perdurar no tempo não através das suas obras mas através de uma criação que não consegue escapar a essas referências numa indulgência criativa que apenas as rumina constantemente numa atitude referencial em círculo fechado, estanque e em circuito fechado. E isso não significa nada de bom.

Talvez a solução esteja no kung fu. A arte Marcial? Não!, o conceito (wikipédia, em inglês). Eu explico mas não hoje. Hoje de tanto remoer isto a minha inspiração acabou e com ela acabou toda a minha fotografia como a conhecia até hoje…

12
Out
09

Um ano, uma câmara, um filme.

Quando há cerca de seis meses li um artigo sobre como tornar uma Leica (qualquer Leica e apenas Leica) num professor no ‘the online photographer‘ – e as suas sequelas: ‘porquê uma Leica‘ e ‘variações de um tema‘ – reconheço que não lhe prestei muita atenção; li e apreendi o conceito mas toda a mística à volta do nome Leica não me levou a profundar o tema.
Mas 2010 está ai e quando comecei a procurar formas de melhorar composição e grafismo lembrei-me dos artigos e apenas uns segundos depois – maravilhas da rede global e do Google – estava de novo a ler os mesmos.

O que também me despertou para este projecto foi o início de uma colecção e de um momento para o outro tenho na minha mão uma Nikon F3 (1980) em excelente estado e a funcionar razoavelmente para a idade. Adquirida através do eBay, usada e através de vendedor/loja com alguma confiança.
Mas a F3 interessou-me (a F3 na Camerapedia e no Camera Site), não só pelo legado histórico, mas pelas possiblidades de uso; uma máquina pequena, leve e inteiramente mecânica (bem, não inteiramente mas funciona com uma pilha botão e pode em caso de avaria ser disparada com um pequeno manípulo que tem). Isso e o facto de que tenho em casa uma caixa de filme Kodak Tri-X guardada no frigorífico à espera de dias melhores. E de repente encontro-me a ler os artigos no ‘the online photographer’ não com um interesse pelas Leicas mas pelo projecto em si.

E o projecto é simples e rápido de descrever: um ano, uma câmara e um filme. O objectivo também é simples: aprender a ‘ver’, disparar o máximo de rolos, revelar, visualizar e aprender a reconhecer formas e a luz.
No meu caso a Leica é substituída por uma Nikon F3 mas tudo o resto se mantém, vou usar uma lente 28/f2.8 que andava cá por casa e que já esteve para ser vendida e vou usar o filme Kodak Tri-X 400ASA. Também já sei que projecto vou efectuar com o conjunto e será algo muito fora do meu habitual mas mais detalhes ficam para depois de ter o projecto pronto…
Posso adiantar que se trata de um projecto de rua, longe dos campos e montanhas idílicas que costumo percorrer, será inteiramente feito em formato analógico para ser impresso em tamanho A4 e totalmente a preto&branco. Interessa-me particularmente o modo como vou concretizar esta ideia na película e como transmitir a mensagem que delineei de uma forma subtil. Será um desafio que me vai obrigar a sair da minha zona de conforto e isso só pode ser bom.

08
Jan
09

Como ser o melhor fotógrafo do mundo.

Publiquei este pequeno ensaio na revista Fotodigital, entretanto decidi torná-lo ainda melhor (como será possível melhorar um obra prima?) e adicionei-lhe fotografias minhas a título de ilustração e ainda lhe acrescentei mais algumas alíneas. Como podem imaginar é uma obra a não perder…
Melhor ainda, podem descarregar o pdf gratuitamente (YouSendIt) durante sete dias ou até 100 descargas. Após esse período posso, a pedido do(s) interessado(s), enviar via email o referido ensaio, novamente através do YouSendIt.

Como ser o melhor fotógrafo do mundo…

“Um Picasso vai sempre parecer pintado por Picasso. Hemingway soa sempre a Hemingway. Uma sinfonia de Beethoven soa sempre como uma sinfonia de Beethoven. Parte de ser um mestre é aprender a ‘cantar’ numa voz que seja apenas a sua.”

Hugh Macleod.

Hugh Macleod é o autor do ‘Gaping Void’ um blogue onde publicou à tempos um artigo chamado ‘como ser criativo’. Macleod sabe do que fala: inventou o cartoon em formato cartão de visita e está neste momento a preparar um livro baseado no artigo que refiro. No entanto Macleod escreveu o artigo – muito interessante aliás – a pensar no geral e eis que eu decidi partir para o particular, a fotografia, e enumerar uma dúzia de tópicos para o ajudar a ser o melhor fotógrafo do mundo: você.

1) Imite. Veja as melhores fotografias dos seus mestres – suponho que tenha alguns – e imite-os. Este conceito interessante vem das escolas de belas-artes onde os alunos aprendem a pintar copiando o trabalho dos mestres. Melhor, faça como um grupo de fotógrafos americanos que munidos de dados astronómicos e geográficos tentaram imitar o Ansel Adams até ao pormenor de onde o tripé foi colocado. Lembra-se de algum deles, ouviu falar deles? Não? Nem eu.
Esqueça esta regra, não funciona. Seja mau, seja bom, seja você mesmo.

2) Aprenda. Aprenda onde estão os botões todos da sua máquina e para que servem, aprenda a dominar a focagem, o tripé e as suas objectivas. Aprenda a fazer asneira, aprenda a falhar a fotografia que era para a capa da FotoDigital. Aprenda com os seus erros. Mas para isso cometa erros e quanto maiores melhor.

3) Compre o seu material. Esqueça o conselho dos profissionais, a sério. A lente que o seu fotógrafo favorito comprou é de certeza boa e fiável, aqui a questão é: precisa da lente, para quê e porquê. A sua criatividade só é limitada pela sua imaginação, use-a. Assim compre o material que lhe ajude a soltar a sua visão pessoal, não compre só porque é bom ou porque anda na mochila do seu fotógrafo favorito.

4) Leia. Muito. Mas comece sempre pelo manual da sua máquina, assim escusa de ficar eternamente na alínea dois…
Depois de ler o manual, leia ensaios, são chatos mas pelo menos não lhe querem enfiar uma noção de ‘visão pessoal’ que não lhe serve para nada. Leia os mestres e inspire-se. Mas não copie. Leia revistas, blogues, etc.
Apreenda tudo mas depois esqueça tudo, o que for realmente importante ficará à sua disposição na sua memória.

5) Vá a workshops. São locais óptimos para trocar ideias. Mas prepare-se: ninguém lhe vai dizer qual é a sua visão pessoal. Nem qual o caminho que deve seguir. Troque ideias com todos, sobretudo com o instrutor. Mas não repare em tudo o que ele fotografa com um sentimento de adoração, seja crítico, assuma o que faria de diferente e prepare-se para defender a sua posição. Seja curioso mas ao mesmo tempo não perca a ingenuidade de criança. Lembra-se de questionar sempre porquê?… Por outro lado rapidamente vai ser ‘corrido’ de todos os workshops com esta atitude. Questione sempre tudo. Principalmente questione-se a si mesmo.

6) Quer ser fotógrafo? Arranje um emprego, o que quiser, desde que não seja fotógrafo. Ganha dinheiro, sustenta a família, sustenta o cão e ainda faz umas massas para fotografar, brilhante não é? E melhor, pode ser você mesmo sem aturar os editores de fotografia nem os clientes a dizerem como querem as fotografias. Se não gostarem, paciência, é o seu trabalho e escolheram-no exactamente por isso.
Um pormenor importante: trabalhe como um profissional e comporte-se como tal.

7) Seja diferente, seja você. Especialize-se em algo muito seu. Fotografe só pétalas, fotografe só relva, fotografe o que quiser. Mas faça-o de forma a que seja reconhecido como seu.
Afaste-se do caminho já batido por todos os fotógrafos que conhece, escolha sítios pouco turísticos e com poucos turistas, se vir muitos autocarros parados e cestas de piquenique, fuja de imediato: está no local errado! Conheça os locais onde fotografa, os costumes da população, fale e recolha informações. Só o conhecimento profundo do local onde trabalha lhe pode trazer frutos, boas fotografias entenda-se. Imagine o seguinte: trabalha num banco e não sabe onde fica o cofre, consegue trabalhar? Claro que não…

8) Esqueça o bom e o mau. Se é confuso e o seu propósito é que seja confuso, porque é que é mau? As regras são fantásticas, indicam-nos o caminho correcto. O problema é que não há um caminho correcto, só há o seu caminho. Esqueça os conceitos fantásticos da pintura do século XIX e introduza os seus conceitos. Se é para ser confuso, se é para ser desfocado, se é para ser estático, faça-o. Se correr mal é o único culpado. Se correr bem, será considerado um visionário. A arte é tão subjectiva que muitas vezes o mau de uns é o excelente de outros. Van Gogh não vendeu um único quadro em vida e era mesmo considerado muito mau na época, hoje é o que sabe. Se mudasse de rumo e se dedicasse a pintar umas paisagens como os outros teria tido mais sucesso mas nunca teria chegado até aos nossos dias.

9) Assuma as suas posições. Não há nada pior do que dizer: mas o fotógrafo A tem um trabalho igual ao meu mas vende e faz capas e tal. Mas você não é o fotógrafo A e por isso não vende, não vende porque aprendeu a apenas a retransmitir o que vê e isso nota-se. Isto não é um concurso de popularidade, é a sua visão pessoal e isso não se pede emprestado, assume-se. Prepare-se para não ceder e para não vender mas se seguiu o conselho da alínea seis o seu problema não é dinheiro.

10) Arranje alguém que critique o seu trabalho. Melhor ainda, arranje alguém que arrase o seu trabalho. Exija honestidade e não trace limites para a crítica – tipo: ‘diz-me só o que achas das cores’ – e prepare-se para ser completamente arrasado. Ganha de duas formas:
a) descobre o que está mal;
b) ganha couraça para enfrentar as críticas.
Mas lembre-se desta regra de ouro: nunca, mas nunca, deve pedir que a crítica seja feita por um outro fotógrafo. Deus nos livre se o trabalho for mau vai ser achincalhado, se for bom não lhe vão dar o mérito que merece porque é um facto que o ser humano é invejoso. Procure alguém ligado à arte mas nunca à fotografia.
Outra regra de ouro: não desista. Por muito más que sejam as críticas. Se o diverte faça-o. Siga o seu caminho, não mude só porque lhe disseram para mudar mas se reconhecer que está errado aproveite as críticas para melhorar alguns detalhes.

11) Tenha uma experiência num sítio de partilha. Se quer saber do que se fala tanto inscreva-se no flickr/onexposure/vazaar/etc. mas prepare-se para ser hipnotizado, arrastado lá para dentro e achar tudo aquilo como uma experiência quase religiosa. No entanto mais tarde ou mais cedo vai perceber sobre o que se passa realmente lá e não tem nada a ver com fotografia. Entenda esta experiência como um spa para a mente, uma massagem para o ego. Mas os riscos de efeitos secundários aumentam com o tempo de exposição, a dosear com cuidado e moderação pois claro. O efeito secundário mais conhecido é a ilusão, a ilusão de ser um bom fotógrafo – e atenção que o pode ser – e de estar na crista da onda. A ilusão aumenta com o número de comentários inócuos e com o número de visitas, portanto corre o risco de ficar alienado e não ver o que de facto está à sua frente: todas as religiões têm o seu inferno. Prepare-se para o facto.

12) Saia mais, fotografe menos. De que lhe serve chegar a casa com 1.000 fotografias ao final de um dia de trabalho? A quantidade não está directamente relacionada com a qualidade, repare que mais fotografias só significam mais trabalho a seleccionar, editar e a arquivar todas essas imagens. E menos espaço nos discos rígidos. Seleccione mais, corra menos e não tente atingir a fama com excesso de zelo, Ansel Adams não ficou famoso por fotografar muito, ficou famoso porque saía muitas vezes para o campo, sabia minimamente o que ia encontrar (olá alínea sete…) e por vezes regressava a casa sem ter feito uma única fotografia. E esse argumento de que agora é grátis porque não tem filme para revelar, blá blá blá, é conversa mole para publicitários e donas de casa; antes de tentar estourar com o obturador da sua máquina digital – que diga-se dura cerca de 150.000 disparos em média numa boa reflex- aperfeiçoe as técnicas de composição. Antes pouco e bom do que muito e mau. Agora para aumentar as probabilidades de fazer umas boas fotografias seria interessante fotografar mais, logo saia mais.

13) inspire-se. Ouça música, veja filmes, leia um livro ou cozinhe. Mas não conte com os seus pares para se inspirar, o melhor que vai conseguir é que lhe tentem impingir – inconscientemente, claro – uma visão sobre a fotografia que deve fazer e isso não o leva a lado nenhum.
Arranje um fotógrafo favorito e siga a sua carreira, tudo o que que faz e como faz. Aprenda como faz uso das lentes que tem e porque as tem, aprenda como faz uso da luz e depois olhe para o seu próprio trabalho da mesma forma, vai descobrir coisas muito interessantes, sobretudo depois de ter ignorado a alínea três, ter torrado umas centenas largas numa qualquer lente e depois descobrir que em três anos apenas fez dez fotografias com ela…
Viva a sua vida e aproveite-a, repare que só tem esta.

14) Não leia ensaios que lhe dizem o que deve fazer, este incluído…

Sobre o autor:
Mário Venda Nova é fotógrafo, vive e trabalha no Porto, escreve na revista portuguesa Fotodigital e durante as horas de expediente é empregado bancário.




mário venda nova

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"eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

larry king

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

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