Posts Tagged ‘entrevistas

09
Maio
10

Entrevista a Jane Hilton

Uma entrevista com a fotógrafa inglesa Jane Hilton a propósito do seu trabalho ‘Dead Trail Eagle’.

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07
Jan
10

Entrevista com Stephen Shore.


Uma entrevista com o famoso fotógrafo Stephen Shore.

01
Jul
09

Alec Soth entrevistado por Michael David Murphy.

Vodpod videos no longer available.


Alec Soth é um dos nomes da fotografia contemporânea norte-americana que mais se tem imposto nos últimos anos, a cotação dos seus livros tem disparado e tem sido bastante aclamado pela crítica. A isto junta-se um portfolio muito interessante que o transforma num nome obrigatório numa biblioteca e numa pequena colecção de fotografia. Aqui temos a oportunidade de o escutar numa entrevista para o evento ‘Atlanta Celebrates Photography’.

07
Jun
09

Stephen Shore.

Vodpod videos no longer available.

more about "stephen shore", posted with vodpod

Uma entrevista de Stephen Shore para o Art Newspaper onde o fotógrafo explica o seu trabalho e, talvez o mais surpreendente, a sua opção recente por impressões mais pequenas.

21
Jan
09

Entrevista com…José Duarte.

Tenho seguido a (para já) curta carreira do José Carlos Duarte e tem sido alguém que tenho colocado no meu radar como uma sólida aposta na fotografia recente portuguesa. José Duarte começou no flickr mas sempre com boa fotografia, com composição tranquila e sólida. As suas paisagens urbanas retratam bem o lado desolado e desumanizado das nossas cidades, com a aposta no formato quadrado do médio formato analógico a reforçar ainda mais esse lado fechado da arquitectura urbana e industrial.
José Duarte constrói um mundo próprio que se alimenta da melancolia dos espaços urbanos e que nos devolve pequenos ‘frames’ de um filme inacabado, sem personagens que o habitem. Mesmo o seu trabalho de retrato acaba por ser contaminado por esta visão melancólica sem rosto e o resultado é simplesmente o retrato do desalento.
Este ano o seu trabalho foi premiado com a menção especial no concurso ‘Fnac Novos Talentos’, vendo finalmente reconhecido o seu talento e visão fotográfica apurada. Ficam aqui as suas palavras…

Como começou a fotografar e porquê?

Em 1990, um amigo mostrou-me a máquina SLR do pai dele e, sendo eu então muito influenciável, contagiou-me todo aquele entusiasmo. Fui trabalhar um verão inteiro a servir numa esplanada para arranjar dinheiro para a 1ª máquina SLR. Durante o ano que se seguiu importunei todos os meus amigos com pequenas cenas encenadas. Fui praticamente autodidacta com a técnica e segui uma espécie de instinto com o resto. Seguiram-se períodos muito irregulares e mesmo alguns anos de afastamento.

Pode-se dizer que recomecei do zero no final de 2005. Se antes não sabia porque o fazia, agora sei que fazer imagens é uma absoluta necessidade.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Não conseguiria dar uma opinião sem cair em clichés que todos conhecemos e sem contextualizar (foto jornalismo, publicidade, documento, etc.). Às vezes deixo de acreditar na imagem isolada, sem texto, contexto ou apoiada por um qualquer agrupamento temático ou estético. Outras vezes fico sem perceber porque gosto de uma imagem e porque que razão não me sai da cabeça.

Creio que uma boa imagem não nasce somente no acto de carregar num botão. Quem olha para ela não deve ficar indiferente. Se nos demoramos a olhar para uma imagem é porque deve significar algo – há a possibilidade de ser boa…

O que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Se estou a fotografar para uma série específica, tento ser mais racional – mas nunca totalmente. Posso decidir antecipadamente o que fotografar, a que horas, com que tipo de luz, de que ângulo, com que equipamento… Disparo quando acho que os elementos na imagem preenchem os requisitos dessa série e seguem uma mesma “linguagem” e raramente disparo mais do que uma vez ao mesmo motivo.

Outras vezes, sou bastante impulsivo e deixo que outros factores me influenciem. Por exemplo, se estou a ouvir música no iPod, isso pode condicionar bastante o resultado. Se estou com alguém, o mesmo acontece. Por isso é que costumo fotografar sozinho, de preferência com o telemóvel desligado.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Não consigo ter uma rotina com a fotografia. O tempo não me deixa. A única situação que se poderia aproximar de tal, é o facto de usar o Domingo como dia dedicado à produção de imagens. No pouco tempo livre que tenho, só fotografo se me apetecer realmente fazê-lo. O resultado pode ser bastante frustrante se assim não for.

O tipo de projectos que tenho neste momento é tão diferente que nunca se torna rotineiro, mas exige uma auto disciplina acrescida, para não me dispersar.

Isso não quer dizer que nunca me deixo levar pelos acontecimentos. Muitas ideias nascem disso mesmo.

Curiosamente, uma das séries que fiz no verão passado (e que ainda não editei) regista uma altura rotineira da minha vida. Não se tratava de um momento chato. Antes pelo contrário! Mas achei que devia aproveitar essa situação específica como motivo para mais um projecto e experimentar uma nova abordagem técnica, com o uso de uma câmara de baixa resolução do telemóvel.

Ás vezes fico surpreendido com o resultado que pode sair de limitações técnicas e pessoais. Deixei para trás a atitude de “coitado de mim, que não tenho tempo, vontade ou dinheiro para fotografar”. As limitações são muitas vezes as melhores oportunidades.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Esse é para mim o exercício mais difícil. E o mais importante. Uma edição/escolha descuidada e mal pensada pode deitar tudo por terra. Estou numa altura em que prefiro deixar os rolos acabados de revelar esquecidas numa gaveta durante um tempo. O facto de ainda estar rendido ao médio formato analógico é uma grande vantagem nesse sentido. As coisas são lentas e obrigam-me a pensar. E não é propriamente barato.

Não tenho pressa. Não tenho ninguém à espera. Cada vez que revelo um rolo acabado de fotografar, não fico muito tempo a olhar para o resultado. Se o fizer mais tarde – dois meses, um ano depois – percebo melhor o que estava a fazer nessa altura. O sentido crítico é mais apurado e essa distância temporal pode fazer toda a diferença.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

São tantos. Aprendi tanto a olhar para as imagens deles. Alguns não foram fáceis de entender inicialmente. Também não forcei. Acabou por acontecer e acabaram por ser os mais marcantes.

Talvez os mais importantes para mim, até agora, tenham sido estes: Andreas Gursky, António Júlio Duarte, Bernd e Hilla Becher, Duarte Belo, Gabriele Basilico, Gregory Crewdson, Hiroshi Sugimoto, Jeff Wall, João Tabarra, Jorge Molder, Mark Power, Paul Graham, Paulo Catrica, Philip-Lorca diCorcia, Robert Adams, Sally Mann, Stephen Shore, Susan Lipper, Uta Barth, William Eggleston, Wolfgang Tillmans.

Faltam muitos. Vou descobrindo muitos mais. Há muita coisa nova e inesperada a acontecer no mundo da fotografia.

Mas raramente as inspirações nem provêm daí. Mais facilmente as arranjo na literatura ou na música.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Ainda é talvez cedo para falar. Mas creio que o processo digital, principalmente o de impressão e tratamento, veio finalmente instituir a fotografia (também) como arte.

Agora todos somos fotógrafos. O excesso e a disponibilidade não chegaram só à informação escrita a circular; chegaram também à informação visual. E isso faz tudo andar muito mais rápido.

Será que daqui a uns tempos veremos o “salto” do analógico para o digital a parecer tão grande como o das pinturas rupestres para a pintura antiga?

jj José Carlos Duarte

06
Fev
08

Entrevista com Lionel Samain.

Lionel Samain é um fotógrafo francês, especializado em moda/beleza e retrato. Tem também realizado alguns vídeos para bandas.
É um fotógrafo com um estilo pessoal muito marcado, com uma estética muito lo-fi de onde resultam imagens com desfocagem muito marcada e uma luz um pouco ‘dura’. Mas as suas fotografias saiem do comum, são invulgares e todo o trabalho é coeso e tem um impacto visual forte, embora algumas imagens não consigam agarrar a atenção de imediato. No entanto a sua marca vincada acaba por se impor de uma maneira coerente e transmite a mensagem do fotógrafo na perfeição, quer se goste ou não do seu trabalho. Original, provocador, diferente.

Como começou a fotografar e porquê?

Comecei a fotografar quando encontrei a velha máquina do meu pai num armário. Na altura era completamente apaixonado por filmes. Olhei pelo visor e fiquei espantado: mostrava a vida do ponto de vista da parte de trás da minha cabeça.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

É como a caligrafia. A mensagem deve ser forte com um formato limpo.

O que que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

Quero sentir-me incomodado.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Eu preparo tudo, faço esboços e arranjo os acessórios. Mas julgo que uma fotografia pode ser resolvida quando tudo está pronto, coordenado e o azar mostra o seu nariz e engana todos.

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Tem que me surpreender. Às vezes passam-se meses depois da sessão fotográfica até conseguir ‘adoptar’ a fotografia.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

Tantas fontes de inspiração e nem todas são visíveis. A pintura. Velhas pinturas. Sons. A música , de certeza. Os vídeos do Anton Corbijn. O mestre: Guy Bourdin.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Não sei. A estética não se refere a nenhum meio em particular. Assim a única evolução é que temos que olhar para mais e mais fotografias mais depressa.

Website: www.lionelsamain.com

ls
Les Petits Riens – Second hand – Second life ©Lionel Samain.

~Eng~

How did you started taking photographs and why?

I started taking pictures when I found my dad’s old camera in a locker. At that time I was very passionate about movies. So I looked through the rangefinder and was amazed: it was showing life from the point of view of the back of my head.

In your opinion, what makes a good photo?

It’s like caligraphs. The message should be strong with a clear form.

What makes you want to capture a photo? What you must see in a subject to make you release the shutter?

I want to be disturbed.

Do you have a routine to take the photos for your projects or you just let it happen and see where it takes you?

I prepare everything, drawing sketches and collecting props. But I guess, a picture can be solved when everything is ready, coordinated and when hazard can show its nose and fools the set.

At the end of a shooting session how do you choose the photos that are worth showing in your portfolio?

It has to surprise me. Sometimes, it takes months after the shooting before I can adopt the picture.

Name a few photographers that inspired you and your work and why they inspired you.

So many sources of inspiration but most aren’t visible. Painting. Old paintings. Sounds. Music, for sure. Anton Corbijn’s music videos. The master of everyone: Guy Bourdin.

How digital technology changed the way we look at photography as art?

Don’t know. Aesthetic do not refer specially to a particular medium. So the only evolution is that we have to look at more and more photographs faster and faster.

23
Nov
07

Entrevista com João Leal.

João Leal é um jovem fotógrafo português, que conheci através da Lab.65, onde expôs este ano uma série de trabalhos bastante interessante e conceptual. Em 2005 ganhou (ex-aequo) o prémio Pedro Miguel Frade do Centro Português de Fotografia, onde amanhã, dia 24, inaugura uma exposição com trabalhos seus e onde estará às 15Hrs para falar sobre os mesmos.

Como começou a fotografar e porquê?

Comecei a fotografar com uma câmara de 35mm (Pentax K1000) que o meu pai tinha “encostada”. O que me levou a começar foi, em primeira instância, experimentar o processo, depois disso, surgiu o gozo pela autonomia do processo.

Na sua opinião o que faz uma boa fotografia?

Na minha opinião não há “uma” boa fotografia. “Uma” boa fotografia pode ser fruto do acaso. Há bons trabalhos. E um bom trabalho é sempre um equilíbrio entre aspectos formais e conceptuais, devidamente enquadrados no percurso do autor.

O que o leva a captar uma fotografia? O que é que precisa de ver no tema para premir o botão do obturador?

No que diz respeito ao meu trabalho de autor, são as imagens mentais que me levam a fotografar. Imagens que formo previamente.

Tem alguma rotina para reunir as fotos para os seus projectos ou deixa-se levar pelos acontecimentos?

Não tenho nenhuma rotina especial. Depois de saber o que pretendo, procuro coordenar os factores que me interessam para produzir as imagens. Não são os acontecimentos que me movem…

No final de uma sessão fotográfica como escolhe as fotografias que irão constar no seu portfolio?

Ao fotografar faço sempre um “bracketing” de exposição (duas ou três imagens) para cada imagem que pretendo. A escolha recai sempre sobre a imagem melhor exposta.

Mencione alguns fotógrafos que o inspiram e ao seu trabalho e diga-nos porquê.

São vários os trabalhos de que gosto. Como facilmente me esqueço de nomes, refiro dois de que me lembro: Hiroshi Sugimoto, Jeff Wall e José Luís Neto. Há, no entanto, vários trabalhos que admiro. As razões pelas quais gosto destes (e de outros) fotógrafos prendem-se com as temáticas desenvolvidas e pela forma, por eles escolhida, para as desenvolverem.

Como é que a tecnologia digital mudou a maneira como vemos a fotografia como arte?

Aumentou as possibilidades, facilitou os processos e democratizou (ainda mais!!) o meio. Não me parece que a tecnologia seja um factor preponderante no que diz respeito à mudança na maneira como se vê a fotografia como arte. Penso também que a arte (como forma de expressão, entenda-se) não está no meio de expressão utilizado.

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